IBM e AMD firmam parceria para explorar supercomputação com tecnologia quântica

IBM e AMD anunciam parceria para integrar HPC e computação quântica, mirando supercomputadores híbridos até o fim da década.

A IBM e a AMD anunciaram nesta terça-feira uma aliança estratégica para desenvolver novas arquiteturas de computação que combinam computadores quânticos com sistemas clássicos de alto desempenho (HPC). O objetivo é avançar em um modelo híbrido capaz de resolver problemas hoje inacessíveis para a computação tradicional.

Por que a parceria importa

A iniciativa une duas empresas que ocupam posições complementares no setor.

  • A IBM é uma das líderes globais em pesquisa e desenvolvimento de computadores quânticos.

  • A AMD domina o mercado de CPUs e GPUs para supercomputadores e inteligência artificial, com máquinas como o Frontier e o El Capitan — atualmente os mais rápidos do mundo.

Segundo as companhias, a integração das tecnologias pode acelerar o desenvolvimento de algoritmos quânticos e aproximar o setor do objetivo de construir computadores tolerantes a falhas até o fim da década.

IBM Quantum System Two render

O que muda com a computação quântica

Diferente dos computadores convencionais, que processam dados em bits (0 ou 1), os computadores quânticos utilizam qubits, capazes de assumir múltiplos estados ao mesmo tempo. Essa característica aumenta exponencialmente a capacidade de cálculo e abre caminho para aplicações como:

  • Simulação de moléculas para descoberta de medicamentos;

  • Criação de novos materiais;

  • Otimização de cadeias logísticas e energéticas.

No modelo proposto, os qubits seriam usados em problemas altamente complexos, enquanto CPUs e GPUs clássicas cuidariam da análise de grandes volumes de dados.

Arvind Krishna, CEO da IBM, afirmou que a parceria busca “construir um modelo híbrido capaz de ultrapassar os limites da computação tradicional”. Lisa Su, CEO da AMD, destacou que a combinação de HPC e quântica pode acelerar descobertas em áreas estratégicas para ciência e indústria.

Próximos passos

As duas empresas planejam ainda em 2025 uma demonstração prática de fluxos de trabalho híbridos, utilizando código aberto por meio do Qiskit. A expectativa é mostrar como a integração entre chips da AMD e computadores quânticos da IBM pode funcionar em cenários reais.

A IBM já havia testado essa abordagem em parceria com o supercomputador Fugaku, no Japão. A AMD, por sua vez, reforça sua posição ao alimentar os dois supercomputadores mais potentes do mundo, segundo a lista TOP500.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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