Imagine dedicar tempo, paixão e quase 300 dólares para consertar seu gadget favorito, só para descobrir que no fim nem precisava? Foi exatamente isso que aconteceu com Sam Wilkinson.
O cientista de dados sempre adorou o seu mouse Logitech MX Ergo de 2017, e durante anos lidou com as imperfeições do dispositivo, sonhando com uma versão melhorada. Quando a Logitech pareceu não atender ao chamado, ele arregaçou as mangas e embarcou em um projeto “faça você mesmo” para criar o mouse dos seus sonhos. Mal sabia ele que uma atualização de 2024 já havia corrigido quase tudo, transformando sua empreitada em uma lição cara sobre timing.
Wilkinson adora o MX Ergo — ele é ergonômico, preciso e perfeito para longas horas no computador. Mas, depois de oito anos, os defeitos começaram a irritar: uma porta micro-USB ultrapassada, botões barulhentos e um software que mais atrapalhava do que ajudava. Frustrado, ele decidiu resolver tudo por conta própria, compartilhando o processo em seu blog. O resultado? Um trackball personalizado que ficou ótimo, mas com um custo que faria qualquer entusiasta de tecnologia repensar.
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A reviravolta inesperada
Numa ironia do destino, Wilkinson terminou suas modificações bem quando a Logitech lançou, discretamente, o MX Ergo S no final de 2024.
A nova versão trouxe uma porta USB-C moderna e botões bem mais silenciosos, por apenas 20 dólares a mais que o modelo original. Ele só descobriu depois de publicar sua história, graças a um leitor atento que apontou a novidade nos comentários. Com bom humor, Wilkinson brincou e disse para fingir que ele tinha escrito o artigo um ano antes. Ainda assim, ele destacou um lado positivo: o projeto evitou que seu dispositivo antigo virasse lixo eletrônico, dando um toque sustentável à aventura.
Mesmo sem contar a surpresa do novo modelo, a empreitada não foi exatamente econômica. Wilkinson gastou com ferramentas e peças especializadas, chegando perto dos 300 dólares — muito mais do que comprar um trackball novo.
Para se ter uma ideia, 300 dólares dá alto em torno de R$1.600, e o Mouse MX Ergo S aqui no Brasil custa um pouco menos de R$500. Ainda assim, há algo inspirador nesse espírito “faça você mesmo”. É o tipo de paixão que impulsiona a inovação, mesmo que, às vezes, venha com um aperto no bolso.
O processo de upgrade do mouse
Mas grande parte do custo foi com materiais e ferramentas usadas no processo, então se ele ainda tem outros projetos em mente, pode ser que no fundo o investimento tenha alguma vantagem para ele.
Isso porque o primeiro passo de Wilkinson foi modernizar a porta de carregamento. Ele encontrou uma placa de circuito (PCB) projetada para adicionar USB-C ao MX Ergo, disponível em uma plataforma online de compartilhamento de hardware. Por cerca de 55 dólares (ele comprou extras para ter de reserva), foi um começo promissor. Mas, para instalar a peça, ele adquiriu uma estação de retrabalho de ar quente que custou mais de 200 dólares. Para quem gosta de soldagem, ferramentas assim são indispensáveis para trabalhos delicados em eletrônicos, mas o preço não é dos mais amigáveis.
Em seguida, ele atacou os botões barulhentos. Wilkinson trocou os microinterruptores originais por modelos silenciosos da Huano, que ele elogiou pela sensação suave e operação quase inaudível. O melhor? Essas peças custaram menos de 3 dólares. Tutoriais online facilitaram o processo de dessoldagem e troca, mostrando como a comunidade de entusiastas pode transformar projetos complexos em tarefas acessíveis para um fim de semana.
Salvando o software
Nenhuma atualização estaria completa sem melhorar o software. Wilkinson não poupou críticas ao aplicativo Logi Options+ da Logitech, que ele descreveu como pesado e cheio de falhas — algo com que muitos usuários concordam. A solução? Um programa chamado SteerMouse, que custa 20 dólares. Exclusivo para Mac, ele tem uma interface simples, é leve e compatível com vários dispositivos de apontamento. Foi o toque final para deixar o trackball renovado, sem as dores de cabeça do software original.
No total, as modificações custaram cerca de 278 dólares, mais que o dobro do preço do novo MX Ergo S. Wilkinson refletiu que a troca para USB-C foi mais uma aventura divertida do que uma necessidade real, servindo como sua introdução à soldagem de componentes. Já a substituição dos botões foi a mudança mais impactante — e, ironicamente, a mais barata.
A aventura de Wilkinson mostra o lado bom e o complicado de personalizar gadgets: é gratificante consertar o que te incomoda, mas uma rápida pesquisa por atualizações oficiais pode economizar uma grana. Para os fãs de trackballs, o MX Ergo S agora traz essas melhorias de fábrica. Mas, se você é do tipo que gosta de colocar a mão na massa, histórias como essa mantêm viva a chama da customização. Quem sabe — talvez ela inspire a próxima onda de projetos “faça você mesmo”, só que com um timing um pouco melhor.
Fonte: tomshardware
Esta postagem foi modificada pela última vez em 27/08/2025 09:45