As três maiores gravadoras do mundo (Universal, Sony e Warner ) querem que Spotify, Apple Music e outras plataformas de streaming aumentem suas mensalidades. O argumento é direto: os preços não acompanharam a inflação e estão muito abaixo do que serviços de vídeo como Netflix cobram. O Spotify já confirmou que vai subir o preço nos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2026, passando de US$ 11,99 para US$ 12,99 por mês.
Por que as gravadoras querem isso agora
Quando o Spotify chegou aos EUA em 2011, cobrava US$ 9,99 por mês. Se o valor tivesse sido corrigido pela inflação até hoje, a assinatura custaria US$ 13,25. O Netflix, que em 2011 cobrava US$ 7,99, hoje está em US$ 15,49 — quase o dobro. Robert Kyncl, CEO da Warner Music Group, deixou claro em 2023 que espera aumentos “em uma cadência mais regular do que no passado”.
O problema para as gravadoras é que o crescimento do streaming está desacelerando. Segundo o grupo comercial IFPI, o crescimento global da indústria em 2024 foi metade do registrado no ano anterior. Nos EUA, a receita com streaming pago cresceu apenas 3% no fim de 2024, contra quase 29% cinco anos antes.
Analistas do JPMorgan estimam que apenas o aumento de US$ 1 no mercado americano pode gerar US$ 500 milhões adicionais por ano para a empresa. Apple Music, que hoje custa US$ 10,99 nos EUA, também está na mira das gravadoras para ajustar
A visão dos engravatados
Universal, Sony e Warner argumentam que os serviços de streaming de música oferecem mais valor do que nunca, com catálogos expandidos e recursos como audiolivros no Spotify. Rob Stringer, CEO da Sony Music Group, sugeriu até que plataformas poderiam cobrar pelos planos gratuitos com anúncios. A Warner espera que o mercado suporte novos aumentos sem perder assinantes, citando taxas de retenção estáveis após os últimos reajustes
Esta postagem foi modificada pela última vez em 02/12/2025 12:40