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Campanha de Lula acusa Meta de continuar favorecendo Flávio Bolsonaro nas redes sociais

Nova denúncia ao TSE aponta que IA da Meta estaria gerando propaganda favorável ao candidato do PL

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A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ontem (19), acusando a Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, de continuar beneficiando a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) por meio de suas ferramentas de inteligência artificial.

A denúncia ocorre após a Justiça Eleitoral determinar que a empresa adote medidas para garantir tratamento igualitário aos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

Segundo os advogados de Lula, os problemas identificados anteriormente não teriam sido corrigidos, apesar das determinações judiciais e das declarações da Meta de que havia realizado ajustes em seus sistemas.

Inteligência artificial estaria gerando propaganda de Flávio Bolsonaro

Um dos principais pontos da nova denúncia envolve o funcionamento da Meta AI, assistente de inteligência artificial integrado às plataformas da empresa. A campanha afirma que a ferramenta continua produzindo imagens com referências à candidatura de Flávio Bolsonaro, inclusive quando os usuários fazem solicitações que não mencionam diretamente o senador.

Smartphone segurado por uma mão com o logo da Meta em frente a um fundo escuro com as letras "AI" em branco

De acordo com a petição, comandos envolvendo palavras como “presidente”, “presidência da República” e “eleições” estariam resultando em imagens contendo o número 22, utilizado por Flávio Bolsonaro nas urnas. O comportamento também teria sido observado em solicitações relacionadas a personagens fictícios ou situações sem conexão direta com a disputa presidencial.

Para a coligação de Lula, esses exemplos indicariam que os mecanismos responsáveis pela geração de imagens continuam apresentando resultados favoráveis ao adversário político.

Traduções também são questionadas pela campanha

Além da geração de imagens, a representação apresentada ao TSE aponta possíveis distorções na tradução automática de comentários publicados nas redes sociais da Meta. Segundo a campanha, manifestações críticas a Flávio Bolsonaro estariam sendo traduzidas para o inglês com significados diferentes dos textos originais.

Entre os exemplos apresentados está a expressão “Flávio futuro presidiário”, que teria sido traduzida como “Flávio future president”, equivalente a “Flávio futuro presidente”. Outro comentário, “Nosso futuro presidiário”, também teria sido transformado em uma mensagem que descreve o candidato como futuro presidente.

Na avaliação dos advogados, essas alterações poderiam modificar a interpretação das mensagens por usuários que dependem da tradução automática, fazendo com que críticas fossem apresentadas como manifestações de apoio.

As situações relatadas fazem parte das alegações da campanha de Lula e não representam, por si só, uma conclusão judicial de que houve manipulação deliberada das ferramentas.

TSE já havia determinado tratamento igualitário

A disputa judicial envolvendo a Meta ganhou força na semana passada, quando a campanha petista denunciou restrições na circulação de conteúdos relacionados a Lula. Em 15 de outubro, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a empresa evitasse medidas capazes de prejudicar desigualmente a distribuição de publicações eleitorais.

A decisão, posteriormente confirmada por unanimidade pelo plenário do TSE em 16 de outubro, estabeleceu que a plataforma não poderia reduzir artificialmente o alcance das publicações, restringir buscas ou impedir recomendações de conteúdos relacionados a uma candidatura em benefício da outra. O tribunal também estabeleceu uma multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

Multa pode chegar a R$ 1 milhão por dia

Na nova manifestação, a campanha de Lula solicitou medidas mais rigorosas contra a Meta. Entre os pedidos estão a interrupção da geração de imagens de propaganda política pelas ferramentas de IA, a correção das traduções automáticas questionadas e o aumento da multa diária para R$ 1 milhão.

A coligação argumenta que a persistência dos problemas demonstra que as providências anunciadas pela companhia não foram suficientes para atender às exigências da Justiça Eleitoral. O ministro Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para que a Meta comprovasse o tratamento igualitário entre as candidaturas.

O magistrado considerou insatisfatórias as informações apresentadas pela empresa para demonstrar o cumprimento das determinações anteriores. Segundo a decisão, a multa diária poderá aumentar de R$ 500 mil para R$ 1 milhão caso a companhia não comprove o cumprimento integral das ordens no novo prazo.

Fonte: G1

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Postado porWilliam R. Plaza

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