O Anandtech publicou um review do Dell XPS One 2710 que chama a atenção para algumas peculiaridades em relação a este formato, que vem lentamente crescendo em vendas.
Em resumo, os all-in-one são mais uma “nova” fronteira em relação à diferenciação de produtos que os fabricantes vêm adotando com mais força a cada ano, com o objetivo de aumentarem um pouco as já estagnadas vendas de PCs desktop, aproveitando para adotar um formato que permite trabalhar com margens um pouco mais altas.
Do ponto de vista do hardware, os all-in-one são uma espécie de elo perdido, que tomam emprestado o uso de muitas das características de hardware dos notebooks (como o uso de placas-mãe e coolers personalizadas para melhor aproveitar o espaço) com outras características de desktop, como o uso de HDs de 3.5″ e, em muitos modelos, a possibilidade de usar placas de expansão.
Em geral, os all-in-one são mais caros do que um notebook médio. O XPS One 2710 por exemplo custa US$ 1.399 no exterior (com o preço podendo saltar para acima dos US$ 2.000 dependendo da configuração) o que daria para comprar qualquer ultrabook do mercado e anda deixar troco. Outro modelos do mercado são um pouco mais baratos, mas ainda assim quase sempre na casa dos US$ 1.000 ou mais.
Isso deixa os all-in-one em uma faixa muito espremida do mercado, à primeira vista combinando as desvantagens dos desktops e notebooks e com um preço mais alto que qualquer um dos dois. O que eles trazem de positivo então?
O principal argumento de venda da maioria dos modelos é o fato de combinarem um formato compacto, sem o monte de fios de um desktop típico com uma tela grande e um bom número de interfaces e portas de expansão. O XPS One 2710 é baseado em uma tela de 27″, com resolução de 2560×1440.
Um problema apontado pela análise que afeta muitos all-in-one é a questão das temperaturas. Diferente dos notebooks, eles usam processadores de desktop, com TDPs relativamente elevados, porém em um formato compacto, que dificulta a dissipação. Isso é agravado pelo fato de os componentes serem montados atrás da tela, sofrendo com o calor gerado pelo backlight, bem como da fonte de alimentação e outros componentes, fazendo com que muitas vezes o HD e a GPU operem em faixas de temperatura muito acima do ideal, o que pode levar a problemas prematuros.

