Com o Windows 8 a Microsoft está simplificando os termos de licença, o famoso EULA – End User License Agreement. Além dos termos formais (que quase ninguém lê) o contrato exibirá uma FAQ bem mais amigável. Pelo menos é o que está sendo observado nas versões atuais, já finalizadas mas ainda não necessariamente empacotadas para o varejo.
Os principais pontos incluem o direito a virtualização ou instalação numa partição real de um computador que o usuário estiver montando, caso licencie no modo Personal Use License for System Builder. Esta é uma licença que será vendida diretamente aos consumidores finais, supostamente (muitos esperam) por um preço menor do que as tradicionais cópias em caixinha até o Windows 7. Ela servirá basicamente para quem compra o Windows na caixa ou via download, sem ser upgrade nem junto com uma máquina nova.
Ela é similar à edição OEM, entregue a fabricantes de computadores, notebooks e tablets. A diferença é que o controle da instalação é passado diretamente ao consumidor. Na prática não mudará muita coisa, a alteração se dá mais nos termos – e alguns dizem que também haverá uma redução no preço perto das versões anteriores.
A FAQ deixa clara a distinção entre compra/venda e licenciamento. O Windows não é “vendido”; é “licenciado”, ou seja, a fabricante garante o direito de uso mediante pagamento – mas você não pode fazer o que quiser com o software, mesmo tendo pago. Esse é um conceito bastante claro para quem lida com a área de software/hardware, mas nada intuitivo para os consumidores leigos e profissionais de outras áreas – boa parte do público do Windows.
Para aqueles que querem experimentar o Windows 8 sem precisar comprá-lo nem apelar para fontes não oficiais, há um trial da versão final da edição Enterprise disponível para download. Ele funcionará por 90 dias mas é exclusivo para testes, não permitirá fazer uma atualização depois.
