Entusiasta cria terminal portátil para pentesting com Raspberry Pi e 12 horas de bateria

Entusiasta cria terminal portátil para pentesting com Raspberry Pi, Kali Linux e bateria de 12 horas, em projeto DIY robusto e open source.

Um projeto DIY compartilhado no Reddit mostra como é possível construir um terminal robusto para pentesting usando componentes acessíveis e impressão 3D. O usuário AdInformal4622 desenvolveu o Field Terminal V2, um dispositivo portátil baseado em Raspberry Pi 3B+ capaz de rodar Kali Linux durante mais de 12 horas sem precisar recarregar — ideal para trabalho em campo onde não há tomada por perto.

O conceito cyberdeck aplicado à segurança

field terminal v2 custom rugged cyberdeck with 14ah battery v0

Cyberdecks são computadores portáteis customizados que misturam estética retrô-futurista com funcionalidade prática. A comunidade DIY tem usado Raspberry Pi como base para esses projetos devido à facilidade de integração e disponibilidade de acessórios.

O Field Terminal V2 se diferencia por focar em aplicações reais de pentesting, não apenas em aparência. Kali Linux, sistema operacional especializado em testes de segurança, recebeu melhorias significativas para Raspberry Pi em 2025, incluindo suporte aprimorado ao Raspberry Pi 5 e ferramentas de teste wireless.

Os desafios técnicos do projeto

A parte mais complexa do build foi o gerenciamento de energia. O criador precisou solucionar um problema crítico: o pico de corrente inicial (inrush current) do Raspberry Pi ao ligar disparava a proteção contra curto-circuito do módulo IP5310, desligando o sistema. Módulos como IP5310 e IP5219 integram proteções múltiplas, mas são sensíveis a correntes repentinas acima de 5A.

A solução envolveu transplantar um circuito integrado de proteção mais robusto (XB4908) de outro dispositivo para uma placa IP5219, processo que exigiu uso de osciloscópio. Para reduzir espaço, as portas USB do Raspberry Pi foram dessoldadas e o controlador SSD foi conectado diretamente aos pads de teste na parte inferior da placa.

Especificações e autonomia real

O dispositivo utiliza bateria customizada 1S4P com quatro células Samsung 35E, totalizando 14.000 mAh. O case foi projetado no Fusion 360 e impresso em PLA/PETG, com sistema de refrigeração ativa que mantém a CPU a 74°C sob estresse máximo.

A tela é uma Waveshare de 4,3 polegadas (800×480) conectada via DSI, e o teclado é um Rii mini X1 Bluetooth. Para testes de rede em modo monitor, o terminal possui adaptador WiFi USB (chipset Realtek RTL8812AU) com antena externa de 5dBi e conector SMA. Com 720 gramas, o aparelho tem peso similar a tablets robustos, mas entrega autonomia superior a notebooks comuns em tarefas de pentesting.

Aplicações práticas e limitações

Dispositivos portáteis com Kali Linux são usados para footprinting, scanning, enumeração, exploração de vulnerabilidades e forense digital. O Raspberry Pi 3B+ tem limitações de processamento para ataques de força bruta ou dicionário intensivos, mas cumpre bem funções de monitoramento de rede, análise de tráfego e testes wireless.

Para tarefas mais pesadas, profissionais costumam vincular múltiplos Raspberry Pi ou usar o dispositivo como interface de controle para outras ferramentas. O projeto é totalmente open source, com arquivos de modelagem 3D e lista de componentes disponíveis publicamente

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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