A Microsoft desistiu do Courier, seu tablet, e também do Kin, seu smartphone. Em vez disso ela trabalhará a fundo nos seus sistemas operacionais, como já foi divulgado, deixando o desenvolvimento do hardware para as empresas que já estão estabelecidas no segmento.
Essa semana seus executivos reforçaram: vários tablets (ou slates, como queira) baseados em Windows 7 devem aparecer até o final do ano. As especificações são bastante vagas, sabe-se que terá uma grande variedade de dispositivos de fabricantes como Asus, Dell, Samsung e Toshiba, com possivelmente mais alguns fabricantes. Todos contra o iPad. Afinal os tablets com Windows rodam o Office e os programas para desktops.
Algo que fica no ar e só o tempo poderá dizer: será que é mesmo a era dos tablets “pesados”, com processadores robustos para desktops? Concorrer com o iPad vai ser difícil ao se pensar nas dimensões do produto e consumo de energia. O iPad é inferior tecnicamente mas acaba agradando assim mesmo ao seu público. Os tablets com Windows são mais versáteis e têm cara de “PC” ou “notebook” (inclusive rodam Flash :P), mas o tamanho, espessura, peso e duração da bateria poderão falar mais alto na hora do julgamento dos consumidores.
Do lado dos telefones, contra a Apple, Google, Nokia, etc, a MS aposta no Windows Phone 7, seu ambiente mobile reformulado que tanto se fala. Ele terá integração com os serviços do Windows Live, é claro, e mais: o Windows Phone Live trará serviços similares aos dos concorrentes, especialmente o MobileMe, da Apple. Entre os serviços destaca-se o Find My Phone, que permite localizar o aparelho remotamente e emitir comandos ao mesmo, pedindo para tocar um som ou até mesmo ser totalmente bloqueado.
Aparelhos com Windows Phone 7 devem aparecer em massa em poucos meses, mas a leva inicial não contempla o Brasil. O sistema suportará apenas cinco idiomas: inglês, francês, italiano, alemão e espanhol, e estará disponível em breve na Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Hong Kong, Índia, Irlanda, Itália, México, Nova Zelândia, Singapura, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos. Já dá para imaginar o que vai sobrar para o Brasil.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 13/07/2010 22:17