A SpaceX abriu a primeira loja de varejo dedicada à Starlink em um outlet no meio do Nebraska, nos Estados Unidos. Não é em Nova York, nem na Califórnia. É em Gretna, uma cidade de 20 mil habitantes cercada por lavouras de milho, onde o sinal de celular some e a fibra óptica nunca chegou. A loja começou a operar em novembro, de forma discreta, dentro do shopping Nebraska Crossing.
Lá dentro, não tem experiência de marca elaborada. Você encontra antenas, kits de montagem, roteadores e algumas camisetas para quem quer ostentar que tem internet de 100 Mbps caindo do espaço. A diferença é que tem gente treinada para te ajudar a apontar a antena na direção certa, checar o sinal na hora e ativar tudo antes de você sair da loja. Sem esperar entrega. Sem agendamento de técnico.
Internet que você compra como se fosse uma Coca-Cola
Enquanto isso, em Iowa, a SpaceX instalou uma máquina de venda automática da Starlink. Fica na praça de alimentação do Jordan Creek Town Center, em West Des Moines. A máquina vende o kit padrão por US$ 89, bem abaixo do preço habitual de US$ 349. Se você ativar o serviço em até uma semana, ainda ganha um crédito de US$ 100 na assinatura mensal, que custa US$ 40 sem limite de dados.
A lógica é simples: transformar internet via satélite em algo tão imediato quanto comprar um carregador de celular. Para fazendeiros, motoristas de caminhão e famílias no meio rural americano, isso muda o jogo. Segundo a SpaceX, outras três lojas estão confirmadas: duas no Nebraska (Omaha e Lincoln) e uma em Sioux Falls, Dakota do Sul. Há também vagas abertas para gerente de loja em Bakersfield, Califórnia, sinalizando que a empresa quer controlar toda a operação de varejo, do estoque à experiência do cliente.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 12/12/2025 09:37