Sem mandado: Polícia da Holanda confisca servidor de VPN da Windscribe “para análise”

A Holanda, frequentemente considerada um “porto seguro” para a privacidade digital na Europa, foi palco de um incidente preocupante nesta semana. A provedora de VPN Windscribe denunciou que autoridades locais confiscaram fisicamente um de seus servidores em um data center holandês sem apresentar qualquer mandado judicial.

Segundo a empresa, a polícia apenas informou que levaria a máquina para “analisá-la completamente” e a devolveria depois. O episódio levanta sérias questões sobre a segurança jurídica de dados hospedados no país.

A salvação: servidores “Diskless”

 

Apesar da gravidade da apreensão física, a Windscribe garantiu que nenhum dado de usuário foi comprometido. O motivo? A empresa utiliza uma arquitetura RAM-only (apenas memória volátil). Isso significa que o servidor não possui disco rígido (HDD ou SSD) para armazenamento persistente. O sistema operacional (uma versão stock do Linux Ubuntu) e os dados trafegados rodam inteiramente na memória RAM. “No momento em que o servidor é desligado ou desconectado da energia para ser levado, todos os dados desaparecem instantaneamente”, explicou a empresa.

O Que a Polícia Vai Encontrar?

Ironizando a situação, a Windscribe afirmou que as autoridades holandesas levaram “um peso de papel caro”. Ao ligar o servidor no laboratório forense, a única coisa que encontrarão é o hardware vazio, sem logs de acesso, IPs ou histórico de navegação dos clientes. Ainda assim, o caso serve de alerta: se a polícia pode entrar e levar equipamentos sem ordem judicial prévia, a confiança na infraestrutura europeia pode ser abalada. Outros provedores de VPN que ainda usam discos rígidos tradicionais podem não ter a mesma sorte.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 09/02/2026 10:35

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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