A Samsung SDI, divisão do grupo coreano responsável por baterias, estaria testando uma solução de dupla célula em silício-carbono com capacidade total de 20.000 mAh. A informação, ainda em estágio de rumor, aponta para uma capacidade bem superior ao que existe hoje no mercado de smartphones.
O projeto envolve duas unidades empilhadas: uma célula principal de 12.000 mAh com 6,3 mm de espessura e outra secundária de 8.000 mAh com 4 mm. Somadas, chegam aos 20.000 mAh prometidos. Para comparação, o Honor Win, lançado recentemente, tem bateria de 10.000 mAh, uma das maiores disponíveis atualmente.
Some extra size detail about the dual stacked cell
Cell 1 (Primary):
Capacity: 12,000mAh
Thickness: 6.3mm
Dimensions: 10cm × 6.8cm
Cell 2 (Secondary / Competitive Stack):
Capacity: 8,000mAh
Thickness: 4mm
Dimensions: 10cm × 6.8cm
The 8000 MaH swole up from 4mm to 7.2mm. https://t.co/xVRA4Th3Hk
— S (@SPYGO19726) December 25, 2025
A tecnologia de silício-carbono substitui a grafita tradicional por um composto que permite armazenar mais íons de lítio sem aumentar drasticamente o tamanho da bateria. A diferença está no material do ânodo, mais resistente e com maior densidade energética.
Porém, os testes iniciais revelaram um problema sério: a célula secundária de 8.000 mAh apresentou inchaço de 80%, o que levanta preocupações de segurança. Quem acompanha o histórico da Samsung sabe que a empresa adota postura cautelosa nesse tipo de desenvolvimento, especialmente após episódios passados com baterias.
Até agora, a fabricante manteve uso de baterias convencionais de íons de lítio mesmo em modelos premium e ultrafinos como o Galaxy S25 Edge. Enquanto concorrentes já exploram silício-carbono, a Samsung segue em ritmo próprio. Não há prazo para que essa tecnologia chegue ao mercado, se é que chegará.