O “Frankenstein” de 900W: Modder cria RTX 2080 Ti com 24GB

Um entusiasta de hardware levou a modificação de placas de vídeo a outro nível ao transformar uma RTX 2080 Ti Hall of Fame em um verdadeiro monstro de computação gráfica. O modder Jiachen Liu realizou uma impressionante cirurgia de hardware, substituindo o núcleo original da RTX 2080 Ti Hall of Fame por um chip completo de Titan RTX e dobrando a memória para incríveis 24GB de GDDR6, tudo isso enquanto triplicava o limite de energia do dispositivo.

A placa em questão já era considerada uma das mais poderosas da série RTX 20, mas Liu identificou que o chip TU102 tinha potencial inexplorado devido às limitações artificiais impostas pela NVIDIA no núcleo e no barramento de memória. A solução? Uma completa transformação que envolveu não apenas a troca do núcleo, mas também a ampliação do barramento de memória de 352 bits para 384 bits e um aumento drástico no limite de energia, passando de 300W para impressionantes 900W.

Com as modificações implementadas, a RTX 2080 Ti Hall of Fame transformada alcançou a impressionante marca de 18.038 pontos no benchmark 3DMark TimeSpy Extreme. Para contextualizar esse feito extraordinário, basta notar que duas placas Titan RTX operando em SLI (tecnologia de múltiplas GPUs) pontuam em média 17.000 pontos, enquanto uma RTX 3090 comum atinge aproximadamente 14.000 pontos no mesmo teste.

Comparando as especificações originais, a RTX 2080 Ti convencional vem equipada com 4.352 núcleos CUDA, 68 núcleos RT e 11GB de memória GDDR6. Já a Titan RTX oferece 4.608 núcleos CUDA, 72 núcleos RT e 24GB de memória GDDR6. O que torna essa modificação tão significativa é a combinação do chip totalmente desbloqueado da Titan com a placa de circuito impresso (PCB) premium da versão Hall of Fame, conhecida por seu sistema de energia robusto e capacidades de overclock superiores.

Em publicação posterior, Liu revelou que o PCB e o sistema de resfriamento da Hall of Fame permitiram que o núcleo atingisse uma frequência sustentada de 2.150MHz – algo impossível de se obter com a placa e sistema de resfriamento originais da Titan RTX.

O experimento levanta questionamentos sobre as limitações impostas pela NVIDIA em seus produtos de consumo e demonstra o potencial escondido em algumas placas premium. Entusiastas especulam que duas destas unidades modificadas operando em SLI poderiam teoricamente superar até mesmo a atual RTX 5090 quando submetida a overclocks extremos com nitrogênio líquido.

Para os aficionados por hardware de alto desempenho, esse tipo de modificação representa não apenas um exercício técnico impressionante, mas também um vislumbre do que seria possível se os fabricantes não impusessem limites artificiais em seus produtos de consumo para segmentação de mercado.

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William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br