Prefeito das Filipinas cai em golpe e paga R$ 900 mil em computador básico

Computador vendido por US$ 175 mil acende alerta para golpes e corrupção no setor público.

Esse caso vem causando um burburinho nas Filipinas após a descoberta de que o prefeito da cidade de Bamban pagou cerca de US$ 175 mil (aproximadamente R$ 900 mil) por um computador desktop com configurações básicas. O escândalo explodiu nas redes sociais quando imagens dos componentes internos do equipamento foram divulgadas, revelando hardware que custaria normalmente menos de US$ 1.000 no mercado.

A aquisição foi realizada pela administração municipal de Bamban, na província de Tarlac. O computador superfaturado possui componentes comuns, incluindo uma placa-mãe ASUS Prime H310M-E R2.0, uma fonte de alimentação de 750W e processador Intel de geração anterior, configuração que não justifica nem de longe o valor pago.

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Tudo veio à tona através de postagens em redes sociais, onde um usuário compartilhou detalhes sobre a transação. O ex-prefeito pagou cerca de 10 milhões de pesos filipinos, o que equivale a aproximadamente 175 mil dólares americanos, por um PC que parece valer menos de mil dólares.

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O atual prefeito da região comentou o caso, sugerindo que pode haver elementos de corrupção envolvidos, embora os detalhes políticos não sejam o foco principal aqui. O que chama atenção é o contraste gritante entre o preço pago e o valor real do equipamento, destacando como a falta de conhecimento técnico pode levar a prejuízos enormes, especialmente em contextos governamentais.

Analisando as especificações do PC

Ao olhar para as fotos do computador compartilhadas online, fica claro que não se trata de uma máquina de alto desempenho. O setup inclui um disco rígido tradicional (HDD) fixado na parte frontal do gabinete, que parece ser compatível com placas-mãe no formato mATX. O processador aparenta ser de uma geração recente, como os modelos Alder Lake ou similares, acompanhado de um cooler de estoque padrão, possivelmente um dos modelos mais comuns como RH1 ou RM1.

Interior de um gabinete de computador mostrando placa-mãe ASUS, fonte de alimentação e outros componentes básicos
O interior do computador superfaturado mostra componentes comuns e acessíveis, incluindo uma placa-mãe ASUS Prime H310M-E R2.0 e fonte de 750W, que em nada justificam o valor de US$ 175 mil pago pela prefeitura.

A placa-mãe é uma ASUS PRIME H610-R, uma opção básica para setups de entrada. O fornecimento de energia vem de uma fonte CVS de 750W, e não há placa de vídeo dedicada – o que significa que o gráfico é integrado ao processador. Quanto à memória, as barras parecem ser módulos Ripjaws da G.Skill, provavelmente em configurações de 16 GB ou 32 GB. No geral, esses componentes formam um computador modesto, ideal para tarefas cotidianas, mas longe de justificar um investimento de seis dígitos. Estimativas apontam que o custo real para montar algo assim ficaria abaixo dos mil dólares, o que representa um superfaturamento de quase 200 vezes.

Fonte: WCCFTech

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