RIM lança o PlayBook: um concorrente para o iPad rodando o QNX

Dos mais obscuros fabricantes chineses à Toshiba e a HP, hoje em dia todas as empresas andam trabalhando em concorrentes para o iPad, tentando capitalizar no florescente mercado dos tablets. Uma adição inesperada na lista é a RIM, que anunciou o PlayBook, um tablet com tela de 7″, que impressiona pelas especificações (1 GB de RAM, processador de 1.0 GHz, duas câmeras, capacidade de gravar vídeos 1080p, rede 802.11n, saída micro HDMI, suporte a Flash) e pelo design, com apenas 10 mm de espessura e 400 gramas:

Entretanto, em vez de rodar o Android ou o WebOS, o PlayBook roda um novo sistema operacional, desenvolvido pela RIM com base no QNX. A escolha do QNX como sistema operacional tem mais a ver com uma estratégia de longo praxo da RIM, que pretende usá-lo também nos BlackBerries, sucedendo o sistema atual. O QNX é um sistema operacional de missão crítica, que é usado em muitas aplicações “sérias” como usinas nucleares, sondas espaciais e assim por diante. Naturalmente, o QBX propriamente dito é composto por um kernel e um punhado de bibliotecas e aplicativos. O que importa mesmo é a interface e as demais camadas que a RIM está rodando sobre ele. Pelo menos no papel o sistema parece competitivo, com um bom conjunto de recursos, um bom desempenho (diferente do Android, os aplicativos rodam nativamente, em vez de rodarem em uma máquina virtual) e um bom desempenho em multitarefa, mas precisaremos esperar até que o PlayBook efetivamente chegue às lojas para podermos ver como ele se comporta na realidade. Por enquanto a RIM divulgou um comercial mostrando uma visão idealizada do sistema:

Como pode imaginar, o grande problema do PlayBook serão os aplicativos, já que a RIM chega não apenas por último, mas também com um sistema baseado em uma API muito diferente, que exigirá uma boa curva de aprendizado para desenvolvedores vindos do iOS ou do Android. Assim como todas as outras, a RIM pretende criar uma loja de aplicativos para a plataforma, mas é difícil imaginar que ela seja populada com um grande número de aplicativos, especialmente nos primeiros meses.

No inglês, o nome “PlayBook” tem duas conotações, o primeiro é no sentido de um livro de atividades ou de brincadeiras e o segundo, mais em linha com o público corporativo é no sentido de um livro de estratégias. Resta saber em qual das duas conotações o PlayBook será recebido pelo público.

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