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Alerta grave! Pesquisadores mostram como invadir memórias DDR5 mesmo com todas as proteções ativadas

O ataque Phoenix prova que a segurança do DDR5 ainda é vulnerável ao Rowhammer, expondo riscos em servidores e desktops.

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Uma equipe de pesquisadores revelou uma vulnerabilidade alarmante que atinge diretamente as modernas memórias DDR5. Batizado de Phoenix Rowhammer DDR5, o novo método de ataque consegue burlar as proteções incorporadas às memórias mais recentes, permitindo que invasores elevem privilégios de acesso e roubem dados sensíveis dos sistemas afetados.

Pesquisadores do grupo de Segurança Computacional (COMSEC) da ETH Zürich, em colaboração com o Google, demonstraram como o ataque Phoenix consegue manipular bits na memória RAM, contornando completamente as tecnologias de proteção existentes. A vulnerabilidade, registrada como CVE 2025-6202, representa uma evolução significativa das técnicas de Rowhammer conhecidas anteriormente.

O método Phoenix ataca especificamente memórias DDR5 através de padrões repetitivos de leitura que forçam a alteração do estado de bits específicos por meio de interferência eletromagnética. Mais preocupante ainda, os pesquisadores demonstraram que nem mesmo as tecnologias ECC (Error Correction Code) ou ODECC (On-Die ECC) conseguem impedir o sucesso do ataque.

Martelo com cabeça metálica atingindo superfície, gerando explosão de estilhaços de vidro
Ilustração simbólica do conceito de ataque Rowhammer, representado por impacto forte que quebra superfícies, remetendo à vulnerabilidade da memória DDR5.

Os testes foram realizados exclusivamente em plataformas AMD Zen 4 equipadas com 15 módulos DDR5 fabricados pela SK hynix entre 2021 e 2024. Segundo os pesquisadores, a escolha pelo maior fabricante de DRAM do mercado se deu pela complexidade e tempo exigidos para a análise, mesmo com o uso de placas FPGA dedicadas aos testes.

Os resultados são alarmantes: o ataque Phoenix conseguiu 100% de sucesso na manipulação de Entradas da Tabela de Páginas (PTE), permitindo acesso a regiões protegidas da memória. Em outra demonstração, os pesquisadores obtiveram 73% de êxito na extração de chaves de login SSH de máquinas virtuais hospedadas no mesmo servidor. Mais crítico ainda, em 33% das tentativas, conseguiram obter acesso root ao manipular o binário do utilitário sudo na memória.

Em um dos testes mais impressionantes, a equipe replicou um cenário de escalação de privilégios usando a suíte Rubicon em apenas 5 minutos e 19 segundos. O código de prova de conceito foi disponibilizado no repositório GitHub do COMSEC, permitindo que administradores de sistemas testem suas próprias máquinas.

A equipe de pesquisadores divulgou suas descobertas em 6 de junho à SK hynix, fabricantes de CPUs e às principais plataformas de nuvem. Os detalhes completos serão apresentados oficialmente na conferência IEEE Security & Privacy 2026.

Mitigação possível, mas com alto custo de desempenho

DDR5に新たな脆弱性「Phoenix」が発見される。Rowhammer攻撃でEECでの保護も不可 | GAZLOG

Atualmente, não existe uma solução definitiva para o problema, pelo menos para os módulos SK hynix testados. A equipe do COMSEC sugere como mitigação temporária o aumento da taxa de atualização de linha (tREFI) no UEFI da máquina, reduzindo-a para aproximadamente 1,3 microssegundos – cerca de três vezes mais rápido que o padrão.

Essa alteração torna o sucesso dos ataques improvável, mas vem com um preço significativo: os testes com o benchmark SPEC CPU2017 mostraram uma queda de 8,4% no desempenho geral do sistema. Segundo os pesquisadores, uma atualização de BIOS para sistemas AMD está em desenvolvimento para tratar o problema, mas sua eficácia ainda não pôde ser verificada.

Em um comunicado relacionado, o Google destaca que as proteções atuais do DDR5, como TRR (Target Row Refresh) e ECC/ODECC, são ineficazes contra o Phoenix porque não funcionam de forma determinística. O mecanismo TRR, por exemplo, não mantém uma contagem exata do número de acessos a uma linha de memória, facilitando a exploração ao ampliar a superfície de ataque.

Da mesma forma, o ODECC só corrige falhas de bits quando dados são escritos ou após um determinado período (geralmente horas), o que significa que manter um ataque em andamento por tempo suficiente é o bastante para ter sucesso.

Diante dessas circunstâncias, o consórcio JEDEC, responsável por definir os padrões de memória, criou o padrão PRAC (Per-Row Activation Counting), anunciado em abril de 2024 para uma futura revisão do DDR5. O PRAC mantém uma contagem precisa de acessos sequenciais a uma linha de memória e alerta o sistema quando um limite é excedido, permitindo a implementação de medidas de mitigação.

O futuro padrão LPDDR6 já está integrando o PRAC desde o início de seu desenvolvimento, o que pode finalmente representar uma solução definitiva para as vulnerabilidades tipo Rowhammer que há anos afetam as tecnologias de memória.

Fonte: COMSEC ETH Zürich

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Foto de Felipe Alencar
Postado porFelipe Alencar

Cearense. 34 anos. Apaixonado por tecnologia e cultura. Trabalho como redator tech desde 2011. Já passei pelos maiores sites do país, como TechTudo e TudoCelular. E hoje cubro este fantástico mundo da tecnologia aqui para o HARDWARE.

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