
Recentemente, o pré-candidado a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o seu grande desejo é realmente “fechar a internet”, já que, na visão de Trump, o Estado Islâmico utiliza a internet para recrutar novos terroristas, influenciando principalmente as crianças numa espécie de lavagem cerebral. E agora quem está colocando na roda o andamento de crianças e adolescentes na internet é o Parlamento Europeu, que irá discutir nesta quinta-feira (17) uma proposta que tem como objetivo banir jovens menores de 16 anos da internet.
Essa proposta prevê que qualquer site ou serviço seja impedido de permitir o acesso a menores de 16 anos. A única forma de contornar essa medida seria com uma autorização dos pais. Com essa iniciativa, os jovens ficariam impedidos de acessar os serviços mais badalados no momento, como por exemplo o Facebook, Instagram, Youtube, Whattsapp, entre outros. No Brasil, por exemplo, a popularidade desses serviços é simplesmente impressionante: de acordo com uma pesquisa conduzida pela plataforma de IBOPE na web, Conecta, o WhatsApp por exemplo é utilizado por cerca de 93% dos usuários, seguido pelo Facebook com 79% e Youtube com 60%.
De acordo com alguns especialistas entrevistados pelo The Guardian, essa medida do Parlamento Europeu de retirar os jovens da internet e desses serviços fará que boa parte dos europeus cresça privada de educação e oportunidades sociais. A grande dúvida fica por conta dos métodos que o Parlamento pensa em implementar para vetar o acesso, já que há muito tempo crianças burlam esse cadastro informando dados falsos.
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