iSuppli: O Nokia N8 custa US$ 187 em componentes, US$ 549 nas lojas

Embora hoje em dia quase tudo seja fabricado na China, existe uma grande divisa entre os preços dos telefones e tablets sem pedigree, fabricados na região de Shanzhai, bem como as inúmeras cópias e clones, e os modelos lançados pelos grandes fabricantes. Em geral, os telefones “genéricos” custam de US$ 50 a 150 e os tablets de US$ 80 a US$ 200, enquanto os smartphones dos grandes custam em sua maioria entre US$ 200 e US$ 500, com muitos dos modelos topo de linha se aproximando dos US$ 600 nos EUA, ou ultrapassando os R$ 2000 no Brasil.

Além da questão da qualidade da construção e diferenças nas especificações, outro ponto que determina essa disparidade tão grande é a grande margem e lucro com a qual a maioria dos fabricantes têm trabalhado. Segundo o estudo publicado pela iSuppli, o recém lançado Nokia N8 inclui apenas US$ 187 em componentes, e tem um preço de mercado de US$ 549 (nos EUA) ou €529 (na Europa), o que significa uma margem de lucro bruta de mais de 350%.

Entre os componentes, o mais caro é a tela AMOLED capacitiva fabricada pela Samsung, que custa US$ 39.25 e os 16 GB de memória NAND, que custam US$ 37.12. A imponente câmera de 12 megapixels custa apenas US$ 31.08 (incluindo as lentes Carl Zeiss e o capacitor) e o chipset (incluindo o transmissor 3G) custa apenas US$ 22.

Tais margens explicam por que tantos fabricantes estão se esforçando em lançar smartphones baseados no Android ou basicamente em qualquer outro sistema operacional móvel em que consigam colocar as mãos, tentando abocanhar uma fatia deste lucrativo mercado. Com o passar do tempo, é provável que o mercado se smartphones e tablets amadureça e os fabricantes passem a trabalhar com margens de lucro mais apertadas (similar ao que temos no mercado de PCs e notebooks, onde as margens ficam quase sempre abaixo de 10%), resultando em preços mais baixos.

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