Houve um tempo em que muitos celulares aguentavam quase uma semana com uma única carga. Hoje em dia, você pode se considerar sortudo se a bateria do seu smartphone durar até o fim do dia. O grande problema é que apesar da miniaturização dos circuitos reduzir o consumo elétrico, a enorme demanda por processadores mais rápidos, câmeras de alta resolução, GPS, Wi-Fi, múltiplos sensores e assim por diante fizeram com que a autonomia andasse para trás. Para complicar, a demanda por aparelhos cada vez mais finos e com telas cada vez maiores indicam que a tendência é de aparelhos com autonomias cada vez mais baixas.
Se não é possível aumentar o tamanho das baterias e nem reduzir as funções, a única solução é reduzir o consumo dos componentes. Um grupo de pesquisadores da universidade de Ilinois apresentou uma solução interessante: chips de memória que usam nanotubos como unidades de armazenamento em vez de micro-capacitores como nos atuais, em uma evolução das memórias PCM usadas em alguns ramos atualmente:
Assim como em qualquer chip, o consumo dos chips de memória é largamente influenciado pelo tamanho das células. Usando nanotubos, que são estruturas nanoscópias formadas por apenas algumas dezenas de átomos, é possível reduzir o consumo elétrico dos chips em uma fator de 100, estendendo e muito a autonomia de aparelhos portáteis em geral, sem penalizar o desempenho.
Por enquanto este é apenas um projeto de pesquisa, que ainda está longe de ser aplicado comercialmente, mas ele não deixa de ser mais uma esperança para o futuro.
