MS também poderá remover apps e dados remotamente em dispositivos com Windows 8

A Microsoft anda preparando a Windows Store, loja de aplicativos para o Windows 8. Ela será lançada junto com o beta do sistema, que deve chegar em fevereiro.

Os termos de uso da loja citam algo que já era esperado, mas nem sempre bem visto – especialmente para quem está mais acostumado com apps de desktops do que tablets, ainda mais considerando o mundo já consagrado do Windows.

A MS poderá remover remotamente aplicativos dos dispositivos com Windows 8. E mais: em casos em que os aplicativos forem descontinuados, os dados deles salvos no aparelho também poderão ser removidos. Isso seria desagradável e realmente assusta um pouco. Aparentemente isso só valeria para os aplicativos Metro, não os tradicionais, mas de qualquer forma não há essa especificação.

O texto começa assim:

Nós podemos alterar ou descontinuar certos aplicativos ou conteúdos oferecidos na Windows Store a qualquer momento, por qualquer motivo. Algumas vezes fazemos isso para responder a requerimentos legais ou contratuais. Em casos em que sua segurança está em risco, ou quando formos solicitados a fazer por motivos legais, você poderá não conseguir rodar apps ou acessar conteúdo que você já tiver adquirido ou comprado uma licença anteriormente.

Em alguns outros casos a MS promete devolver o valor do aplicativo, especialmente se o problema não tiver sido causado pelo usuário que o instalou.

A parte que mais preocupa é a que envolve dados dos aplicativos instalados (como fotos num editor, anotações numa agenda, etc).

Você é responsável por fazer backup dos dados que você salva nos apps adquiridos na Windows Store, incluindo conteúdo que você carrega usando estes aplicativos. Se a Windows Store, ou um app, ou qualquer conteúdo for alterado ou descontinuado, seus dados poderão ser excluídos ou você poderá não conseguir mais acessá-los. Nós não temos nenhuma obrigação em devolver esses dados para você.

Esses termos de uso se aplicam ao beta do Windows 8 (o nome “beta” é citado mais de uma vez no texto completo). Não dá para ter certeza se serão válidos na versão final, afinal é bem capaz que alguns aplicativos lançados durante o beta não estejam mais disponíveis na versão final, por uma serie de questões (técnicas ou contratuais).

A capacidade de remover apps remotamente não será exclusividade da MS, afinal Google e Apple já podem fazer isso faz tempo. Há alguns anos Steve Jobs assumiu que o iOS tinha essa capacidade, mas até então ele nunca foi usado. A Apple costuma remover muitos apps da AppStore, mas não os remove dos dispositivos dos usuários, pelo menos por enquanto. No caso da Google a remoção remota já ocorreu algumas vezes, quase sempre para remover malware.

De qualquer forma ao testar o Windows 8 beta é bom tomar cuidado com isso. Se esses termos continuarem valendo para a versão final, provavelmente muita gente mais ligada em tecnologia repensará o uso do sistema…

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