Apple confirmou: os novos iPhone 17 Pro e Pro Max vendidos no Brasil continuarão com entrada para chip físico (SIM), enquanto mercados como EUA, Canadá, México e grande parte da Europa evoluem para modelos exclusivos com eSIM. Na prática, isso significa celulares com menor capacidade de bateria por aqui. O espaço que poderia ser usado para ampliar a autonomia ainda é ocupado pelo slot do SIM tradicional, criando uma diferença real para quem busca mais autonomia com uma carga.
Quanto menor é a bateria dos iPhones brasileiros?
| Modelo | Versão com chip físico (mAh) | Versão eSIM-only (mAh) | Diferença aproximada |
|---|---|---|---|
| iPhone 17 | 3.692 | 3.692 | 0% |
| iPhone 17 Pro | 3.988 | 4.252 | +6,6% |
| iPhone 17 Pro Max | 4.823 | 5.088 | +5,5% |
Portanto, o iPhone 17 padrão no Brasil acompanha a mesma bateria para ambos os casos, não ganhando autonomia extra por ser eSIM-only, diferentemente dos modelos Pro e Pro Max que aproveitam esse espaço liberado. Essa diferença pode gerar até 2 horas a menos de reprodução de vídeo e uso intenso em favor dos modelos eSIM-only
Ao remover o slot físico do chip SIM, a Apple liberou espaço no interior dos novos iPhones e, como resposta, aumentou o tamanho da bateria e — consequentemente — a autonomia nos mercados que já migraram totalmente para o eSIM. É uma decisão de design que converte milímetros em horas extras longe do carregador e permite que a Apple mantenha o padrão de design ultrafino no iPhone Air, por exemplo.
Por que o Brasil ficou de fora do eSIM-only?
A adoção do eSIM ainda é um desafio por aqui, a oferta de chips virtuais está em ascensão, mas ainda não se tornou universal. Por isso, Apple mantém a bandeja física nos novos iPhones vendidos no Brasil — solução temporária que limita a inovação e posiciona o consumidor brasileiro em desvantagem frente a quem compra um iPhone nos EUA ou Europa
Estima-se que, até o final de 2025, entre 2 e 3 bilhões de conexões móveis em smartphones já rodem em eSIM globalmente. O movimento é liderado por mercados maduros (EUA, Europa) e pela China, que projeta ter cerca de 500 milhões de conexões ativas com eSIM até o fim do ano.
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