Quando foi anunciada a compra da ATI pela AMD, muitos (eu inclusive) torceram o nariz, já que na época a AMD pagou um valor estratosférico pela compra, as duas eram empresas com culturas muito diferentes e não estava claro como a AMD poderia tirar proveito da expertise da ATI na fabricação de GPUs. As suspeitas se agravaram com os fracos lançamentos e as fracas vendas de ambas nos dois anos subsequentes.
Entretanto, a AMD acabou dando a volta por cima, transformando a ATI na força dominante entre as GPUs dedicadas (conseguiram até melhorar os drivers Linux!) e, com a proximidade do lançamento dos primeiros chips Fusion, parece destinada a crescer bastante também em relação às vendas de processadores, sobretudo entre os netbooks e tablets, onde enfrenta a concorrência do Atom, que peca tanto pelo fraco poder de processamento, quanto pela fraca GPU.
Tendo muito a perder com o potencial avanço da AMD, as arqui-inimigas Intel e nVidia passaram a conversar sobre uma possível aliança, deixando as diferenças de lado em nome do bem comum.
O julgamento do caso envolvendo a produção de chipsets x86 por parte da nVidia que estava marcado para dia 06/12 foi adiado para 2011 a pedido das duas e tudo indica que a Intel e a nVidia estejam tentando costurar um acordo em torno do uso do nVidia Ion em conjunto com o Atom, uma combinação que fortaleceria em muito a plataforma, permitindo que os netbooks e tablets com o Atom ofereçam GPUs mais poderosas, negando a vantagem estratégica à AMD.
Embora o nVidia Ion já esteja disponível a muito tempo, ele nunca foi uma plataforma muito usada, já que alem da briga legal assustar os fabricantes, a política de preços da Intel faz com que o uso do Ion encareça demais os produtos. Um possível acordo entre as duas eliminaria o entrave, tornando o Ion mais acessível.