Um emaranhado de cabos dentro de um armário acabou dando origem a um pequeno homelab que parece ter saído diretamente do universo dos X-Men. Um usuário do Reddit reuniu quatro computadores Odroid C2 em um rack de 10 polegadas impresso em 3D e transformou a estrutura em sua própria versão do Cérebro.
O projeto foi publicado pelo usuário GenerlAce no subreddit r/minilab. Apesar da aparência elaborada, a motivação inicial era bastante prática: organizar equipamentos e acabar com o que ele próprio descreveu como uma “rat’s nest of wires”, ou um emaranhado de fios, dentro do armário.
Quatro Odroid C2 antigos formam o coração do homelab
A estrutura utiliza o LabRax de 10 polegadas, um projeto de mini rack que pode ser produzido em impressora 3D. Dentro dele estão quatro Odroid C2 executando aplicações hospedadas localmente, incluindo Pi-hole, Navidrome e Jellyfin.
O conjunto também abriga dois discos rígidos usados para sincronizar backups provenientes de outro servidor e equipamentos relacionados à automação residencial, incluindo dispositivos para iluminação, ventiladores e Home Assistant. O autor pretende ainda colocar o modem e o firewall na parte superior do rack.
Curiosamente, não houve uma razão técnica para montar um cluster com os Odroid. Questionado sobre a escolha, GenerlAce explicou que as placas são antigas e que as recebeu gratuitamente no trabalho. Em vez de comprar máquinas novas, resolveu aproveitá-las para experimentar com o homelab.
O Odroid C2 é um computador de placa única, categoria popularizada principalmente pelo Raspberry Pi, o que permite manter pequenos serviços separados sem recorrer necessariamente a um PC convencional para cada tarefa.
Rack impresso em 3D virou o Cérebro dos X-Men
É no acabamento, porém, que o projeto deixa de parecer apenas mais um homelab. As peças foram impressas principalmente em azul, amarelo e vermelho, reproduzindo a identidade visual clássica dos X-Men. A parte frontal recebeu a palavra “CEREBRO”, enquanto painéis inferiores representam personagens da franquia e ajudam a identificar os diferentes módulos.
Até os cabos Ethernet participam da composição, com cores escolhidas para acompanhar o gabinete. Na lateral aparece ainda um balão com “To me, my X-Men”, referência imediatamente reconhecível para fãs da equipe. Já um dos painéis inferiores reproduz assinaturas associadas aos filmes da Fox.
Neste último caso, ninguém precisou carregar um rack para uma sessão de autógrafos. O próprio autor esclareceu que encontrou as assinaturas na internet, converteu os desenhos em vetores e os importou para o Tinkercad, permitindo gravá-los nas peças antes da impressão. Ele cogita levar um painel a uma convenção no futuro para conseguir assinaturas reais.
O material usado também foi detalhado: todas as peças foram feitas com filamento Elegoo Rapid PETG, em preto, branco, vermelho, azul, amarelo e cinza.
O resultado talvez seja exagerado para a pequena quantidade de serviços que roda atualmente, avaliação que o próprio criador faz sobre o projeto. Mas resolveu o problema que deu início à montagem: equipamentos e fios antes espalhados agora ocupam um único mini rack. A diferença é que esse rack parece pronto para localizar mutantes ao redor do mundo.
Por que o projeto se chama Cérebro?
Para quem não acompanha os X-Men, o nome escolhido para o homelab tem uma relação direta com a tecnologia. No universo da Marvel, o Cérebro é um supercomputador usado pelo Professor Xavier para ampliar suas capacidades telepáticas e localizar mutantes a grandes distâncias. Normalmente, ela é retratada como uma instalação muito maior e mais sofisticada do que um computador convencional, conectada diretamente ao seu operador.
Isso cria uma brincadeira especialmente apropriada para o projeto: no lugar do supercomputador fictício usado para encontrar mutantes, o “Cérebro” doméstico reúne quatro pequenos Odroid C2 responsáveis por serviços de rede, mídia e automação da casa.
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