Pesquisadores da Universidade do Arizona (EUA) anunciaram avanços na tecnologia de hologramas, usados para apresentar imagens tridimensionais. A equipe, liderada por Nasser Peyghambarian, conseguiu reduzir o tempo que as projeções 3D levam para serem atualizadas, em conjunto com um novo material fotorrefrativo. Como outros sistemas holográficos, os telespectadores não precisam utilizar óculos especiais.
Enquanto as tecnologias antigas requeriam aproximadamente três a quatro minutos para apresentar uma imagem, e pelo menos mais um minuto para apagá-la, os novos materiais e métodos aperfeiçoados reduziram o tempo de atualização para somente alguns segundos. A novidade é tida como a primeira que pode ser descrita como praticamente em tempo real, segundo o assistente Pierre-Alexandre Blanche.
Os protótipos iniciais são capazes de apresentar hologramas em uma tela de 10 polegadas, enquanto a variante de 17 polegadas ainda está sendo testada. Câmeras regulares captaram os vários ângulos, que são processados para criar uma imagem 3D. Um laser de alta pulsação permite que as imagens sejam gravadas em um polímero fotorrefrativo.
Peyghambarian disse que “à medida que você move sua cabeça para a esquerda e direita ou para cima e para baixo, você vê perspectivas diferentes. Isso contribui para uma imagem muito real. Os seres humanos estão acostumados a ver as coisas em 3D”. A tecnologia está prevista para eventualmente ser aplicada em sinalização digital, mapas 3D, sistemas de comunicação, ou dispositivos de entretenimento. Atualmente os hologramas só suportam uma cor, mas estudos já estão sendo feitos em sistemas coloridos e com taxa de atualização similar ao da TV.