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Holanda propõe restringir redes sociais para menores de 15 anos

Governo da Holanda desaconselha redes sociais antes dos 15 anos e propõe veto ao uso de smartphones por crianças

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O governo da Holanda acaba de publicar uma série de recomendações que miram diretamente um tema sensível — o uso de redes sociais por crianças e adolescentes. Entre as propostas, está o desestímulo total ao acesso de menores de 15 anos a plataformas como Instagram, TikTok e afins. E mais: o uso de smartphones por crianças abaixo dos 11 anos também deveria ser evitado.

Embora não tenham força de lei, as diretrizes são vistas como um marco. Elas se tornam uma das abordagens mais duras já feitas por um país europeu na tentativa de reduzir a exposição de jovens ao ambiente digital — e principalmente aos danos que ele pode causar à saúde mental.

Limites claros por idade: o que o governo holandês recomenda

Ícones de aplicativos de redes sociais na tela de um celular, com destaque para Facebook (com notificação) e Instagram, além de Twitter, LinkedIn, YouTube e Pi…

O documento publicado pelo Ministério da Saúde da Holanda estabelece uma estrutura por faixa etária para o uso de tecnologia:

  • Até 11 anos: nada de smartphone; incentivo a atividades offline.

  • Dos 12 aos 15 anos: redes sociais ainda não são recomendadas; o uso de telas deve ser limitado a no máximo 3 horas por dia.

  • A partir dos 15 anos: introdução gradual às plataformas, sempre com acompanhamento parental.

O foco da recomendação é claro: combater os impactos cada vez mais visíveis do uso descontrolado de redes sociais, incluindo quadros de ansiedade, depressão e baixa autoestima entre adolescentes — um fenômeno que já é apontado por estudos internacionais como uma das maiores crises silenciosas da atualidade.

O movimento não é isolado — e pode chegar ao Brasil

Outros países europeus já vêm trilhando caminhos semelhantes. A França, por exemplo, proibiu o uso de celulares nas escolas. No Reino Unido, avança o debate sobre verificação obrigatória de idade para acesso a redes sociais.

A tendência revela um novo consenso internacional: a infância e adolescência precisam de proteção digital. E embora o Brasil ainda não tenha diretrizes oficiais nesse sentido, o alerta deveria soar forte por aqui — somos, afinal, um dos países com maior tempo médio de uso de redes sociais no mundo, segundo o Digital 2024 Report.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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