Mesmo com SSD por todos os lados, o HD tradicional está longe de morrer. A Seagate acaba de provar isso em um evento acadêmico no Japão, ao mostrar um protótipo de disco rígido com densidade absurda: 6,9 TB em apenas um prato. Em um disco de 10 pratos, isso significaria 69 TB de capacidade bruta. No roadmap realista da empresa, porém, o alvo são modelos de 8 pratos, na casa de 55 TB, ainda assim um salto importante para o mercado.
Para quem lida com grandes volumes de dados – de backups pessoais a datacenters e nuvens públicas – esse tipo de avanço não é curiosidade técnica. É o que define quanto você vai pagar por ter tudo guardado com segurança nos próximos anos.
O que significa 6,9 TB por prato na prática
O número é mais do que marketing. Ao atingir 6,9 TB por prato em laboratório, a Seagate mostra até onde consegue esticar a tecnologia de HD atual sem reinventar tudo do zero.
Em termos simples, cada “prato” é um disco circular dentro do HD onde os dados são gravados magneticamente. Quanto mais bits cabem na mesma área, maior a capacidade sem precisar aumentar o tamanho físico do drive.
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Mais capacidade no mesmo espaço físico de servidor ou NAS.
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Menos baias ocupadas para guardar o mesmo volume de dados.
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Potencial de reduzir custo total por ter menos discos, cabos, controladoras e consumo de energia somado.
Em escala de datacenter, isso não é detalhe: significa racks inteiros a menos, refrigeração mais simples e uma conta de luz bem mais amigável.
HAMR: o truque que permite enfiar mais dados no mesmo espaço
Para chegar nesses 6,9 TB por prato, a Seagate aposta em HAMR (Heat-Assisted Magnetic Recording), uma evolução da forma como os bits são gravados no disco.
Em vez de só movimentar um braço e escrever com um campo magnético, o cabeçote aquece um ponto microscópico da superfície por frações de segundo, grava o dado ali e, em seguida, ele “esfria” já na nova posição estável. Pense como usar um ferro de solda ultra preciso para fixar um componente minúsculo: aquece, fixa, esfria, e aquilo não sai mais do lugar.
Isso permite:
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Gravar bits menores e mais próximos, aumentando a densidade.
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Manter estabilidade magnética, para os dados não “derreterem” com o tempo.
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Escalar capacidades de forma mais agressiva sem precisar redesenhar o formato físico do HD.
Nos bastidores, a Seagate mira ainda mais alto: fala em densidades na casa de 7 TB por prato nos anos 2030 e, no limite da tecnologia, algo em torno de 15 TB por prato. Isso colocaria um único HD na casa das centenas de terabytes.
Se os roadmaps se confirmarem, a próxima década deve trazer HDs com dezenas e depois centenas de terabytes, focados em poucos clientes, mas com volumes gigantes: grandes provedores de nuvem, empresas de mídia, institutos de pesquisa, inteligência artificial generativa armazenando datasets colossais.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 27/11/2025 09:57