A discussão entre o pessoal do Facebook e Google+ é bem clara: toda hora surge uma ou outra coisinha em que um grupo alfineta o outro. Quase sempre de forma pública, tentando chamar a atenção para um dos lados.
Há poucos dias o Google+ recebeu suporte a jogos, iniciando com 16 títulos de 10 desenvolvedores. O Facebook tem desenvolvedores em mais de 190 países, com uma infinidade muito maior de joguinhos, afinal está há bem mais tempo no ar.
O direitor de parcerias de jogos do Facebook desabafou na CNN sobre o preço: “O Google cobra só 5% porque eles não têm usuários”. Segundo várias indicações o Google+ passou dos 25 milhões de usuários no começo desse mês, enquanto que o Facebook tem seus 750 milhões.
Enquanto o Facebook cobra 30% do valor das transações nos jogos por meio de Facebook Credits, uma espécie de moeda virtual lá dentro, o Google+ cobra apenas 5% nos seus jogos.
A empresa é maior e pode se manter com a taxa menor, mas publicamente pode ser uma boa estratégia para chamar desenvolvedores, afinal ter o trabalho de adaptar os jogos para algo que tem poucos usuários e ainda perder 30% nas transações não parece um bom negócio. Mesmo sendo joguinhos web, não é tão fácil construi-los: há integração com as APIs da plataforma para que possam se comunicar com atualizações dos amigos, exibir dados em partes diferentes da tela, etc. Não é um simples embed de um swf. Por outro lado até que poderia ser vantajoso, já que tem poucos jogos, então quem chegar primeiro ganhará mais visibilidade nas listagens.
Num outro ataque, agora vindo do outro lado, Vic Gundotra do Google reclamou que o Facebook oculta os links de inscrição no Google+. No experimento exibido abaixo ele relata que os links de convites do Google+ não aparecem para seus amigos no Facebook, mas mensagens comuns, como textos, aparecem:
Representantes do Facebook responderam que não se trata de nenhum bloqueio, mas é por uma questão do algoritmo deles. Links em redes sociais muitas vezes são SPAM, quando várias pessoas começam a mandar, fica com mais cara de SPAM ainda. Além dessa questão o algoritmo trabalha filtrando as atualizações, que dependem de uma série de fatores, como relações com os amigos na rede social nos últimos tempos – aqueles que dificilmente falam com você ficam sem ver suas atualizações, por padrão.
Aí vai uma crítica um tanto quanto pessoal, considerando o desenvolvimento para Orkut no Brasil: até dá para entender a posição do Google nesse caso, mas antes de reclamar do Facebook, que tal se olhassem para o Orkut? O sistema de spam do Orkut classifica diversos links como spam incorretamente, causando o mesmo efeito: os amigos podem deixar de ver recados e atualizações considerados importantes dentro daquele grupo. O Orkut não é popular lá fora, mas continua sendo um produto do Google e movimenta bastante dinheiro no Brasil por meio dos anúncios. É algo significante que não tem como acabar de uma hora para outra. Antes de reclamarem do vizinho, bem que podiam revisar o algoritmo de spam da sua própria rede.