De acordo com previsões da Gartner o Android passará o Windows em base instalada em 2016. Se o crescimento do robô verde continuar da forma atual, em meados de 2016 a base instalada de aparelhos com o sistema do Google será de 2,3 bilhões, passando por pouco dos cerca de 2,28 bilhões de dispositivos Windows.
A previsão é baseada nos dados atuais junto com uma previsão mais realista de 1,5 bilhão de aparelhos com Windows até o final do ano, contra 608 milhões de produtos com Android.
A estimativa do grupo não compara duas categorias idênticas, afinal computadores são bem diferentes de tablets e smartphones. Enquanto o Windows lidera com folga no primeiro grupo, no segundo Google e Apple reinam sem receio de perdas de espaço para a Microsoft num futuro próximo. O Windows Phone veio tentando mudar esse cenário, mas está difícil e para falar do Windows Phone 8 ainda é muito cedo. As expectativas da Microsoft em tablets concentram-se no Windows 8, a ser liberado ao grande público nesta sexta-feira. Além dos desktops a mesma base do sistema estará presente em tablets dos mais diversos fabricantes.
O Android apareceu em 2008 e hoje domina cerca de dois terços do mercado de smartphones, ficando em segundo lugar ao falar de tablets. Mesmo com uma quase infinita diversidade de modelos, para muitos a palavra tablet acaba sendo sinônimo de iPad.
As previsões do Gartner poderão ser afetadas radicalmente dependendo do desempenho do Windows 8 nos tablets, plataforma que só agora a Microsoft investe para valer. O Windows 7 ou até mesmo o XP até rodam em tablet-PCs x86, mas nunca foram bem vistos nesse mundo por não serem otimizados para telas de toque.
O Windows RT, versão do 8 para processadores ARM, traz a mesma interface do Windows 8 em desktops mas peca na falta de compatibilidade com os softwares atuais. Será um Windows diferente, um Windows bem distinto do Windows dos desktops – afinal seu jogo ou programa desktop favorito atual não rodará nele, a menos que seja portado pelo seu produtor para a nova arquitetura. Os tablets com Windows 8 Pro, a versão x86, serão mais caros. Os preços deixarão eles em desvantagem perante os produtos da Apple ou parceiros do Google, ou mesmo perto dos tablets com Windows RT.