Nova API para o Android tenta conter problema da fragmentação

O Google postou nesta quinta-feira uma nova versão de sua Fragments API, voltada às suas plataformas mais recentes. A nova versão permitirá aos desenvolvedores criarem aplicativos para plataformas tão antigas quanto o Android 1.6, ao mesmo tempo mantendo os elementos de interface escaláveis para o tamanho de um tablet no Android 3.0. Os desenvolvedores podem rodar a interface de programação diretamente em determinado aplicativo; é preciso ainda que estes verifiquem por um pacote de compatibilidade do Android no SDK Updater, para terem o código necessário.

O Fragments API poderá ser crítico para incentivar o mercado de aplicativos para tablets do Android. O Motorola Xoom foi lançado com Android 3.0 e somente 17 aplicativos iniciais, contando ainda com compatibilidade mista, ou seja, aplicativos do Android 2.X no 3.0. A maioria dos aplicativos do Android funciona no 3.0, mas normalmente não pode se adaptar às maiores resoluções de tela, podendo no máximo adotar alguns elementos do novo visual da interface.

Ao contrário do iOS da Apple, o Google não tem planos imediatos de harmonizar suas plataformas para tablets e smartphones. O Android 2.4 terá provavelmente a Fragments API embutida, mas de qualquer forma não terá a maioria dos recursos específicos do Android 3.0. O Ice Cream terá uma interface parecida com a do 3.0, mas em suma não se tratará de um mesmo sistema.

A fragmentação tem sido um grande problema para o Android, apesar das negativas dadas pelo Google. Fabricantes e integradores de smartphones e tablets, além de operadoras, podem customizar o sistema como quiserem, e vários dispositivos só recebem atualizações meses depois do Google publicá-las, e na maioria das vezes parcialmente.

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