Depois de muito tempo de desenvolvimento, o Firefox 4 para o Android finalmente chegou às prateleiras. Se você chegou a testar o Fennec Alpha e desistiu de usá-lo devido à interface inacabada, vale à pena dar mais uma olhada na versão final. Ele é ainda bem mais pesado que a média entre os navegadores para o Android, mas o desempenho já está bem melhor que o das versões de testes e ele inclui um punhado de recursos que podem interessar.
Em tempo de carregamento, o Firefox fica bem próximo do Android Browser na maioria das páginas, mas ele já está se saindo bem melhor nos testes do SunSpider. Em um Nexus One com o Froyo, por exemplo, o tempo de carregamento é quase 50% mais baixo no FF4. O scroll das páginas também se tornou muito mais liso, as funções de zoom estão funcionando muito melhor e a engine de renderização recebeu muitas melhorias em relação aos betas.
O grande problema é a multitarefa com outros aplicativos, combinada com o longo tempo de carregamento. O motivo para isso é o fato de o FF4 ser muito pesado, consumindo de 50 a 80 MB de memória, de acordo com o dispositivo. Com várias abas abertas, o total consumido pode superar os 100 MB, o que é bem mais do que a memória total livre em muitos modelos antigos. Como resultado, o sistema quase sempre fecha o Firefox automaticamente ao chavear para outro aplicativo, te obrigando a aguardar por um novo carregamento do navegador ao voltar. As páginas são recarregadas automaticamente e você continua do ponto em que parou, mas dependendo do número de páginas abertas a demora pode ser considerável… Devido ao grande uso de memória, ele não é suportado em aparelhos antigos como o Motorola Milestone, exibindo um aviso na inicialização. O navegador não lhe impede de tentar mesmo assim, mas você verá travamentos e outros sintomas estranhos durante o uso.
Tomando apenas os recursos básicos do navegador, seria difícil considerar a adoção do FF4 como navegador principal, a interface é boa, a performance não é ruim, mas o longo tempo de carregamento e o enorme consumo de memória realmente o transformam em um cidadão de segunda classe. Entretanto, um recurso extra pode fechar o negócio para muitos: o FF4 é capaz de sincronizar com o FF4 para desktops, basta criar uma conta no dekstop e em seguida digitar um código de segurança no Android. Ele não sincroniza apenas os bookmarks, configurações, senhas e etc., mas também permite acessar as abas abertas no desktop, permitindo que você continue a navegação de onde parou, uma ferramenta poderosa para quem pretende realmente produzir usando o smartphone.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 30/03/2011 15:42