Foi lançado o Fedora 17, trazendo várias mudanças já comentadas por aqui durante o desenvolvimento.
Para os usuários a mais visível é o suporte ao GNOME Shell sem aceleração 3D, medida que beneficia também outras distros em geral que usam o ambiente. O processamento dos elementos 3D é feito pela CPU com ajuda do driver Mesa 3D llvmpipe. Perto de jogos 3D o processamento necessário é pequeno, o que possibilita uma visualização suave mesmo dentro de uma máquina virtual em boa parte dos computadores atuais.
Ainda no GNOME 3.4.1 há melhorias na integração com o site de extensões do shell, o extensions.gnome.org. Por lá há dezenas de extensões que modificam o comportamento do GNOME Shell e adicionam novos recursos.
Uma outra mudança importante menos perceptível para os usuários comuns é a unificação dos arquivos do sistema na pasta /usr. Tudo o que ficava na /lib, /lib64, /bin e /sbin agora fica em pastas correspondentes na /usr. Isso facilita o gerenciamento e backup do sistema, otimizando-o para uma série de cenários. É mais fácil, por exemplo, fazer snapshots e retornar o sistema a um estado anterior sem comprometer os arquivos dos usuários. Naturalmente, para garantir compatibilidade com tudo o que existe hoje em dia, são mantidos links simbólicos para os novos locais dos diretórios.
A área de virtualização também tem aprimoramentos interessantes com a virtsandbox, destacando o LXC (Linux Containers) ou o KVM para criar um sandbox para rodar aplicativos. Em vez de usar uma máquina virtual o LXC usa o sistema real no qual ele roda, mas com a estrutura acessível em modo somente-leitura. Um sandbox é criado ao rodar um aplicativo neste modo, de forma que ele não consiga alterar os arquivos reais no sistema.
Uma lista de todas as alterações com mais detalhes está na página das notas de lançamento. O download pode ser feito nos links habituais, começando no site oficial https://fedoraproject.org/. Há vários screenshots nesta página.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 29/05/2012 22:43