A embaixada dos Estados Unidos no Brasil anunciou neste domingo (24) uma mudança que afeta diretamente quem busca estudar ou participar de intercâmbios no país. A partir de agora, solicitantes dos vistos F (acadêmico), M (técnico/vocacional) e J (intercâmbio cultural) deverão manter suas redes sociais em modo público.
Segundo o comunicado oficial, a exigência tem como objetivo permitir “todas as verificações necessárias” para avaliar se o candidato atende aos critérios de entrada nos EUA. A medida foi confirmada após a retomada dos agendamentos de entrevistas, suspensos durante parte de agosto.
O que está em jogo
O governo norte-americano não detalhou como será feita a análise dos perfis nem quais plataformas serão consideradas. Ainda assim, autoridades já sinalizaram que as verificações podem incluir histórico de posicionamentos políticos, atividades consideradas antiamericanas, menções a terrorismo ou conteúdos de caráter antissemita.
De acordo com o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS), participar de organizações classificadas como hostis às políticas americanas será visto como um “fator extremamente negativo” no processo de análise.
Revisão massiva de vistos já emitidos
Além da nova regra para estudantes, o Departamento de Estado informou que está revisando os registros de mais de 55 milhões de estrangeiros com vistos válidos. A checagem contínua busca encontrar violações que possam levar à revogação imediata do visto e até à deportação de quem já está em território norte-americano.
O governo reforça que os benefícios migratórios, como viver, estudar ou trabalhar nos Estados Unidos, “são um privilégio, não um direito”.
Contexto político
As mudanças acontecem em meio a políticas mais duras de imigração sob o governo de Donald Trump. Recentemente, a Casa Branca também suspendeu temporariamente a emissão de vistos de trabalho para motoristas de caminhão, alegando excesso de profissionais estrangeiros na categoria.
A estratégia reflete uma postura mais rígida em relação à entrada e permanência de estrangeiros, impactando estudantes, turistas e trabalhadores de diversas nacionalidades, incluindo brasileiros.