Resumo rápido!
Na CES 2026 o diagnóstico foi unânime: toda a produção de DRAM já tem dono este ano, e a fila de espera pode se estender por até 2031. O motivo? Inteligência artificial está devorando chips de memória mais rápido do que a indústria consegue fabricar, e quem paga a conta são os consumidores comuns.
Os fabricantes de componentes, integradoras de sistemas e marcas de tecnologia repetiram a mesma ladainha: não há memória DRAM sobrando. A demanda explosiva por chips de memória HBM (High Bandwidth Memory) voltados para servidores de IA transformou o mercado em um cabo de guerra, onde gigantes da computação em nuvem levam vantagem absoluta sobre o consumidor final.
Fornecimento está travado até dezembro
Conversas nos corredores da feira confirmaram que todo o estoque de memória RAM previsto para 2026 já foi alocado para clientes prioritários, especialmente empresas de data centers e inteligência artificial. Fontes que pediram anonimato indicaram que o cenário só deve começar a melhorar lá por 2031, quando novas fábricas (fabs) entrarem em operação plena com capacidade ampliada.
O padrão esperado para 2026 é de preços estáveis nos primeiros meses, seguidos de alta progressiva conforme os estoques minguarem ao longo do segundo semestre. Isso significa que quem estava planejando montar um PC ou trocar de notebook deveria considerar antecipar a compra antes que a sangria de preços se intensifique por volta de junho.
O consumidor comum virou figurante nessa história
A indústria de semicondutores opera com ciclos de investimento longos: construir uma nova fábrica de chips leva de três a cinco anos e consome dezenas de bilhões de dólares. Enquanto isso, empresas de IA assinam contratos de fornecimento plurianuais, garantindo prioridade total sobre o estoque. Para fabricantes como Kingston, Corsair e G.Skill, sobram migalhas — o que explica por que kits de memória DDR5 sumiram das prateleiras ou dobraram de preço desde meados de 2025.
O cenário coloca consumidores em uma encruzilhada: pagar mais caro agora ou esperar até 2027-2028 na esperança de que novos investimentos em capacidade fabril finalmente aliviem a pressão. Mas dados os prazos envolvidos, apostar na segunda opção é um exercício de paciência que pode custar ainda mais caro no curto prazo.
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