Testes do DLSS 5 em The Last of Us Part II estão mostrando um dos exemplos mais interessantes até agora da nova renderização neural da NVIDIA. Em determinadas cenas, a tecnologia acrescenta detalhes à pele, iluminação e materiais e deixa personagens muito próximos de atores filmados. O problema é que o mesmo processamento também pode modificar rostos e afastá-los da aparência criada pela Naughty Dog.
Os testes começaram a circular depois que modders conseguiram utilizar em outros jogos uma biblioteca de Neural Rendering encontrada na versão de PC de NBA 2K27. Portanto, o que está sendo mostrado em The Last of Us Part II não é uma implementação oficial da Naughty Dog e não representa necessariamente o resultado final do DLSS 5.
A NVIDIA apresentou o DLSS 5 em março como uma tecnologia que combina gráficos tradicionais com IA generativa para produzir iluminação e materiais mais fotorrealistas. O lançamento oficial está previsto para o segundo semestre de 2026.
More #DLSS5 examples. #TLOUII running on a 24gb 4090 Nvidia GPU. pic.twitter.com/lIkAtFbnZS
— Bap (@Bapiguess) August 29, 2026
Ajustar a intensidade muda bastante o resultado
Uma das comparações compartilhadas pela Gaming Optimized é particularmente interessante porque não utiliza simplesmente o efeito no máximo. Segundo o autor, reduzir a intensidade permite preservar parte das melhorias em iluminação e sombras enquanto diminui a aparência artificial nos rostos.
Alright, here is some more DLSS 5 stuff…
Tweaking the DLSS 5 intensity can still maintain the better lighting/shadowing improvements while fixing the AI look on the game’s faces/characters!
What do you thing about this one in The Last of Us Part 2?#dlss5 pic.twitter.com/zw9dkfAcD0
— Gaming Optimized (@GamingOptimiz) August 30, 2026
Isso combina com as próprias opções encontradas no mod RenoDX. O Neural Uplift permite controlar intensidade geral, contraste local, microdetalhes e até a quantidade de estrutura adicionada à pele. A documentação alerta que valores altos podem introduzir características indesejadas e recomenda começar com ajustes moderados.
Esse detalhe ajuda a explicar por que diferentes vídeos de The Last of Us Part II apresentam resultados tão diferentes.
🫣 Así se ve The Last of Us Part II ejecutándose con DLSS 5.
El nivel de fotorrealismo y detalle visual es brutal, pero la gente no está muy contenta ya que se carga el apartado artístico del juego, ¿Ustedes lo usarían? pic.twitter.com/fnMznpjpaO
— eXtas1s 🎮 Noticias & Rumores (@eXtas1stv) August 29, 2026
The Last of Us Part II looks almost photorealistic with DLSS 5.
Modders have managed to run NVIDIA’s experimental Neural Rendering on an RTX 4060.
The difference in lighting, reflections and overall image quality is seriously impressive.
And the craziest part?
This is an RTX… pic.twitter.com/7EJDCQx7WL
— Root (@r00t404t) August 31, 2026
DLSS 5 Test in The Last of Us Part II.
OFF vs. 100% vs. 62% vs. 41% pic.twitter.com/lLiSYhgaQG— ShyVortex 🇵🇸 (@ShyVortex) August 29, 2026
No Reddit, Abby virou o centro da discussão
Uma comparação publicada no Reddit colocou lado a lado cenas com o recurso ligado e desligado. Parte dos comentários criticou principalmente a mudança no rosto de Abby; outros argumentaram que a demonstração estava utilizando parâmetros exagerados e que o resultado melhora quando os controles são reduzidos.
Há também o grupo que gostou do efeito. Em outra discussão, usuários classificaram o resultado como “incrível” e destacaram o salto em realismo, embora tenham apontado um novo problema: personagens mais fotorrealistas tornam pequenas limitações das animações faciais e corporais mais perceptíveis.
A divisão não é exatamente entre “DLSS 5 bom” e “DLSS 5 ruim”. O experimento sugere algo mais interessante: a intensidade e a direção artística escolhidas para o recurso podem ser tão importantes quanto a própria tecnologia.
No caso de The Last of Us Part II, que já possui modelos faciais extremamente detalhados, aumentar demais o processamento pode trocar fidelidade artística por um tipo diferente de realismo.
A versão oficial dará mais controle aos desenvolvedores
Os testes que circulam atualmente também não mostram necessariamente como The Last of Us Part II ficaria com uma implementação oficial do DLSS 5. A NVIDIA já confirmou que os estúdios terão controles específicos para ajustar a intensidade do efeito, a gradação de cores e o mascaramento das áreas afetadas pela renderização neural.
Na prática, isso significa que um desenvolvedor poderá aplicar o efeito com mais força em iluminação, materiais ou determinadas partes da cena e reduzi-lo onde a alteração prejudicar a aparência original. A própria NVIDIA afirma que esses controles foram criados para permitir que os artistas decidam onde e como o DLSS 5 será usado, mantendo a estética específica de cada jogo.
Essa diferença é especialmente importante em The Last of Us Part II. Nos experimentos feitos pela comunidade, alguns dos resultados mais criticados aparecem justamente quando a intensidade da reconstrução altera demais rostos já cuidadosamente definidos pela Naughty Dog. Uma integração oficial poderia usar controles mais conservadores nesses elementos e concentrar os ganhos em iluminação, pele, tecidos e outros materiais.
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