Dinoblade é exatamente o que o nome sugere: um soulslike em que você controla um Spinosaurus segurando uma espadão gigante com a boca. A Team Spino LLC, em parceria com a Boltray Games, lança o título na Steam em 23 de julho, e a premissa já acumulou mais de 500 mil wishlists na plataforma, um número que diz bastante sobre o quanto o mercado indie estava esperando por exatamente esse tipo de nonsense executado com seriedade.
Paleontologia revisada, com espadões e i-frames
A descrição oficial da loja resume o conceito sem cerimônia: “Assuma o papel de um jovem Spinosaurus empunhando uma Grande Espada colossal forjada de poder ancestral. Enfrente dinossauros rivais, alguns armados com suas próprias armas brutais, em uma luta desesperada para evitar uma extinção iminente.” O trailer de lançamento entrega exatamente o que essa frase promete, e vai além: há tiranosauros carregando machadinhas, tiranosauros com alabardas e, no detalhe que merece menção especial, tiranosauros mordendo anquilossauros para usá-los como armas corpo a corpo.
O personagem jogável, por sua vez, executa animações de combate que provavelmente testaram os limites de qualquer rig de spinossauro já construído em engine. O trailer termina com o protagonista aparentemente se preparando para encarar o próprio meteoro que extinguiu os dinossauros, transformando o evento de extinção em chefão final. A questão que o jogo coloca, com toda a seriedade que a premissa permite, é se um parry bem executado seria suficiente para reescrever a história do Cretáceo.
Meio milhão de wishlists não mentem
O volume de wishlists acumulado antes do lançamento não é trivial para um título indie. No início de julho, a Team Spino anunciou oficialmente que Dinoblade havia ultrapassado a marca de 500 mil, número que situa o jogo bem acima da média de visibilidade orgânica na Steam para estúdios independentes sem um grande publisher por trás.
O apelo é claro: o conceito é imediatamente comunicável, visualmente absurdo da forma certa e capitaliza diretamente sobre a saturação de soulslikes convencionais, oferecendo o mesmo loop de punição e maestria em um contexto que ninguém levou a sério antes, o que é justamente o diferencial.
Para quem não quer esperar até o dia 23, uma demo já está disponível na página do jogo na Steam. Com o gênero soulslike consolidado ao ponto de gerar subgêneros e paródias funcionais, Dinoblade representa algo curioso: a prova de que o ciclo de maturidade de uma mecânica passa inevitavelmente pelo momento em que alguém coloca ela dentro da boca de um dinossauro do Cretáceo e a transforma em arte.
Fonte: PC Gamer
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