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Filho mostra a enorme coleção de HDs que o pai guardou por décadas e o motivo é curioso: ele simplesmente nunca acreditou em deletar nada

Um engenheiro de computação levou a sério o hábito de nunca apagar arquivos. Conheça a história da enorme coleção de HDs, de modelos IDE a SATA, que virou um verdadeiro museu digital e um desafio para o filho acessar em 2026.

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Um usuário do Reddit mostrou a enorme coleção de discos rígidos que o pai manteve ao longo de décadas, resultado de uma simples convicção: nunca deletar nada. O caso, que começou como uma postagem brincalhona, virou uma discussão sobre memória digital, transição tecnológica e o hábito de guardar cada fragmento da própria vida em bits.

Da piada no Reddit a uma arqueologia digital

Mesa com HDs antigos, drives ópticos LG e Samsung, switch de rede e monitor Asus exibindo o Windows Explorer, na coleção do pai

O autor da postagem, identificado como Pretend-Wing-764, publicou uma foto de dezenas de HDs antigos empilhados. Na legenda, ironizou que o pai parecia acreditar ser necessário comprar um novo disco sempre que formatava o computador ou instalava o Windows. Nos comentários, o filho explicou que o pai, formado em engenharia da computação, “nunca acreditou em deletar dados”, o que resultou numa coleção que hoje ocupa caixas inteiras. Diferentes gerações de HDs, de modelos IDE com menos de 40 GB até SATA de 1 TB, compõem a coleção.

Além de mais de 20 HDs, ele também mostrou que seu pai tem inúmeros leitores de CDs. Outra relíquia que também perdeu espaço nos PCs ao longo dos anos.

Pilha de drives ópticos de DVD e Blu-ray das marcas LG, Samsung e Lite-On sobre uma prateleira, com um pequeno objeto preto ao lado

A virada tecnológica que ele ignorou

O mercado de PC passou por uma substituição gradual dos HDDs (discos rígidos) pelos SSDs (unidades de estado sólido). As novas unidades aumentaram a velocidade de leitura e gravação de cerca de 100 MB/s para 500 MB/s nos modelos SATA iniciais, 7.000 MB/s nos PCIe 4.0 e acima de 14.000 MB/s nos PCIe 5.0 disponíveis em 2026, como o Crucial T705. Além de mais rápidas, os SSDs eliminaram partes móveis presente nos HDs, responsáveis diretos por alguns problemas que essas unidades enfrentam.

Para a maioria dos usuários, essa transição significou aposentar os discos antigos. Para o engenheiro, no entanto, cada HD continuou lá, guardando versões antigas de sistemas, programas e arquivos que ele simplesmente não quis abrir mão de apagar.

O desafio: conectar o passado

Ao mostrar a pilha, o filho admitiu que não possui mais os cabos para conectar tantos modelos desatualizados. Logo surgiram dezenas de comentários no Reddit recomendando adaptadores SATA/IDE para USB que permitem acessar qualquer HD via notebook. Animado com a ajuda, o autor agradeceu e prometeu explorar o conteúdo, uma jornada que deve revelar fotos antigas, textos, projetos de faculdade e talvez softwares hoje obsoletos.

A publicação atraiu atenção de quem se identifica com o comportamento do engenheiro. Muitos lembraram a frustração das décadas de 1990 e 2000, quando perder dados significava perdê-los para sempre. Programas de recuperação lenta, cópias em CDs e disquetes eram a rotina de quem precisava garantir um backup confiável. Você viveu essa época? Comente abaixo, e também diga o que você faria com essa pilha de HDs.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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