A ASUS começou a distribuir novas versões beta de BIOS para placas-mãe AM5 com uma otimização específica para módulos DDR5 equipados com chips da chinesa CXMT. A mudança vai além de simplesmente fazer essas memórias funcionarem: a fabricante agora promete ajustes voltados à redução de latência em módulos selecionados.
As versões de teste utilizam o novo AGESA ComboAM5 PI 1.3.0.1d e já estão disponíveis para diferentes placas com chipsets X870 e X870E, B850, X670 e X670E, além de B650. Por enquanto, os arquivos estão sendo distribuídos pelo fórum da comunidade ASUS ROG, e não pelas páginas convencionais de suporte de cada placa.
ASUS já havia melhorado o suporte às memórias CXMT
O movimento não começou agora. Em julho, a ASUS anunciou suporte a memórias baseadas em chips CXMT em toda sua linha de placas DDR5 para processadores Intel e AMD. No caso das plataformas AMD, a compatibilidade depende da instalação de uma BIOS atualizada.
Versões anteriores para placas como a ProArt X670E-Creator WiFi já mencionavam oficialmente melhorias de desempenho da memória, estabilidade do sistema e compatibilidade com chips CXMT. A nova rodada indica uma etapa seguinte: otimizar especificamente o comportamento desses módulos para trabalhar com latências menores.
Isso é relevante porque frequência não é o único fator que determina o desempenho de uma memória DDR5. Timings mais apertados podem diminuir o tempo necessário para determinadas operações de acesso à memória e beneficiar cargas sensíveis à latência.
A ASUS, porém, ainda não divulgou benchmarks nem informou quanto a latência pode cair com as novas BIOS. Portanto, não é possível afirmar neste momento que a atualização produzirá ganhos perceptíveis em jogos ou aplicações.
Novas BIOS ainda são versões de teste
Entre os modelos contemplados estão placas das famílias ROG Crosshair, ROG Strix, TUF Gaming e ProArt. Os números das BIOS variam conforme a plataforma: modelos B650 aparecem, por exemplo, na ramificação 4004, enquanto diversas placas B850 utilizam a versão beta 1804.
Há também um cuidado importante para quem pretende testar as versões antecipadamente. A publicação das BIOS alerta para não reutilizar arquivos antigos de configuração CMO com o AGESA 1.3.0.1d, já que isso pode provocar instabilidade ou travamentos durante a reinicialização.
Para quem não utiliza módulos com chips CXMT, portanto, há pouco motivo para instalar essas versões beta imediatamente. A opção mais segura é aguardar a chegada das BIOS estáveis às páginas oficiais de suporte. A novidade também mostra como os chips DDR5 da CXMT começam a receber atenção mais específica dos fabricantes de placas-mãe. Depois de garantir compatibilidade básica, a ASUS agora trabalha para extrair mais desempenho dessas memórias dentro da plataforma AM5.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 20/09/2026 11:39