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Equipamentos para produção de memória já representam 51% do faturamento da ASML

A venda de sistemas de litografia para memória saltou de 30% para 51% na ASML. Entenda como a corrida pela HBM3E e HBM4 reorganizou o mercado global de chips.

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A corrida pelo ouro da inteligência artificial inverteu a lógica de investimento das fundições de semicondutores. Pela primeira vez em anos, a compra de máquinas para fabricar chips de memória superou a de processadores lógicos. A ASML, que detém o monopólio das máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV), revelou que 51% da sua receita no primeiro trimestre de 2026 veio de sistemas para produção de memória. O salto é agressivo se comparado aos 30% registrados no trimestre anterior.

Essa mudança de patamar reflete a urgência de fabricantes como Samsung e SK Hynix em atender a demanda por memórias de alta largura de banda (HBM). Para produzir camadas de HBM3E e a futura HBM4, as empresas precisam abandonar métodos antigos e adotar a litografia EUV, que permite traçar circuitos em escalas nanométricas com precisão impossível em tecnologias anteriores. Atualmente, as máquinas EUV representam 66% do faturamento da ASML, enquanto os sistemas DUV, mais antigos, respondem por 23%.

Slide da ASML mostrando a máquina litográfica NXE:3800E com o pacote PEP-E, com destaques para wafer handler, wafer stage, metrologia e controle de dose

A geografia da produção também desenha o novo mapa do setor. A Coreia do Sul retomou a liderança nas compras, sendo destino de 45% das máquinas enviadas pela gigante holandesa. Taiwan aparece em segundo lugar com 23%, seguida pela China com 19%. Os Estados Unidos ocupam a quarta posição com 12% de participação nas remessas do período. No caso chinês, as sanções impedem a compra de máquinas EUV, o que obriga o país a investir em equipamentos DUV para manter suas fábricas de tecnologia madura operando.

Slide da ASML com roteiro de produtos EUV de 2023 a 2033, mostrando as séries NXE (0,33 NA) e EXE (0,55 NA) e suas metas de throughput

Para sustentar o ritmo, a ASML planeja elevar a produtividade de suas máquinas para 330 pastilhas de silício por hora na próxima década. Hoje, o modelo mais avançado da empresa, o NXE:3800E, entrega 230 pastilhas por hora. O cronograma oficial de engenharia estende o desenvolvimento até 2033, prevendo equipamentos capazes de fabricar componentes nos processos A14 e A10, equivalentes a 1,4 nanômetro e 1 nanômetro, respectivamente.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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