A ARM está apostando forte na fusão de dois chips, um mais potente e outro mais fraco, porém econômico. Um sistema automático lidará com a distribuição do processamento: o chip mais simples fica ativo praticamente o tempo todo, e quando necessário, o mais poderoso entra em ação. Com isso os SoCs podem consumir até 50% menos energia, sem afetar negativamente o desempenho.
A tecnologia está sendo chamada de big.LITTLE . A ideia lembra a troca de GPUs em alguns sistemas, onde uma mais simples e econômica fica ativa na maior parte do tempo. A Samsung deve ser a pioneira a aproveitar SoCs ARM com esta novidade.
A combinação usada na divulgação se dá com cores Cortex-A7 e A15. A tabela abaixo exibe uma comparação considerando um valor relativo ao carregamento e consumo de energia. Na terceira linha temos o big.LITTLE, considerando um cenário de uso comum.
Os testes estão mostrando que o projeto tem potencial, podendo aparecer nas próximas safras de smartphones, tablets e outros dispositivos. O pessoal da ARM comenta que os chips Cortex-A15 poderão entregar cerca do dobro de desemepenho dos Cortex-A9, e os A7 praticamente equivalem aos A9.
A união de processadores diferentes também será possível com o novo Cortex-A50, uma versão do SoC com suporte a 64-bit.

