Uma patente da Apple, recentemente aprovada nos EUA, mostra que a empresa está explorando a ideia de LCDs com níveis comutáveis de privacidade. Uma tela em um dispositivo como iPad, iPod ou Mac pode ter um “módulo de dispersão” por trás, bem como elementos com um formato em uma espécie de “corpo triangular” na própria tela.
Alternar para um modo de privacidade no dispositivo significaria em diminuir o cone de luz, para que, por exemplo, a pessoa ao lado não pudesse espionar a tela, enquanto a mesma continua dando ao proprietário uma visão clara quando se olha de frente. Esse seria o fim daquelas chatices em trens e ônibus, onde as pessoas ficam bisbilhotando o conteúdo alheio.
Além de seu efeito em dispositivos portáteis, a tecnologia pode ser usada em outros âmbitos, como a ideia de se ter uma tela em um carro específica para o motorista. A Apple não limitou o recurso a LCDs, e pode ser aberto a uso por telas do tipo OLED, SED e até de nanotubos de carbono. iPods foram usados nos desenhos do projeto, mas acredita-se que se trata apenas de marcadores, e não planos do projeto.
Telas com recursos de privacidade é um recurso comum em alguns notebooks atuais, mas são usadas primariamente em PCs corporativos, e contam com filmes sobrepostos para se atingir o efeito. A estratégia da Apple, se tornar-se real, pode ser o início de uma nova era de telas com privacidade de fato integrada e controlada pelo usuário, expandindo-se ainda a dispositivos portáteis e compactos.
A Apple solicitou a patente em novembro de 2009, mas só agora ela foi aprovada. Vale lembrar que patentes como essa são necessariamente indicam planos atuais da empresa.