Se você tem a impressão de que todas as pessoas ao seu redor usam um iPhone ou um Samsung Galaxy, saiba que isso não é apenas uma bolha social. Os números confirmam a sensação: o mercado global de dispositivos móveis é dominado com mão de ferro por essas duas gigantes.
Dados recentes compilados pela Counterpoint indicam que impressionantes 44% de todos os smartphones ativos no mundo pertencem à Apple ou à Samsung. Vale destacar o peso da palavra “ativos”. Não estamos falando de quem vendeu mais aparelhos no último trimestre, mas sim da base instalada — os dispositivos que estão ligados, conectados às redes de operadoras e sendo usados todos os dias.
O poder da base instalada
Liderar a base de celulares ativos é o verdadeiro prêmio da indústria de tecnologia, e o motivo é simples: serviços e ecossistema. Quando quase metade do planeta usa seu hardware, você dita as regras do jogo. É essa retenção colossal que permite à Apple lucrar bilhões com a App Store, Apple Music e assinaturas do iCloud. Para a Samsung, é a garantia de que seu ecossistema SmartThings, fones Galaxy Buds e parcerias estratégicas (como a forte integração com a Microsoft e o Google) tenham adoção em massa instantânea.
E as marcas chinesas?
Apesar do crescimento explosivo de fabricantes como Xiaomi, OPPO, vivo e a ressurreição da Huawei, a pulverização do sistema Android faz com que seja extremamente difícil para uma única marca asiática bater de frente com a retenção global da Samsung.
-
Mercados Emergentes: As marcas chinesas vendem volumes gigantescos em países como Índia e na própria China, frequentemente focando no custo-benefício.
-
Ciclo de Vida: O desafio dessas fabricantes é que os aparelhos premium da Apple e da Samsung costumam ter uma vida útil muito maior (graças ao suporte prolongado de software e mercado de usados forte). Um único iPhone pode passar por três donos diferentes e continuar ativo gerando dados, enquanto um aparelho de entrada costuma ser descartado mais rápido.
Para o consumidor, essa hegemonia significa uma padronização na qualidade dos dispositivos de topo de linha, mas também um alerta de que, com menos concorrência no topo do pódio, a inovação disruptiva tende a dar lugar a atualizações mais seguras e previsíveis a cada ano.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 15/02/2026 12:32