
A guerra entre o grupo hacker Anonymous e os terroristas ligados ao Estado Islâmico está cada vez mais forte. Após o atentados terroristas cometidos na última sexta-feira (13), em Paris, os hackers acabaram por comprar essa briga contra os terroristas e a todos que, de alguma forma, possam estar contribuindo. E de acordo com o Anonymous a companhia CloudFlare (conhecida por oferecer proteção aos sites contra ataques de negação de serviço), estaria indiretamente ajudando aos terroristas.
Na visão dos Anonymous, que se manifestaram através do Twitter, o CloudFlare está permitindo que os sites ligados ao ISIS continuem no ar mesmo após os ataques do grupo hacker. Ao receber uma quantidade de acesso acima da média, o CloudFlare absorve esse tráfego, permitindo que a página continue “em pé”, em situações de DDoS (negação de serviço).
Uma semana antes dos atentados em Paris, a Ghost Security Group, um grupo ligado ao Anonymous, já alertava que mais de 40 sites ligados ao ISIS estavam utilizando os serviços do Cloud Flare para proteger seu conteúdo. Destes 40 sites, 34 eram sites de propaganda, 4 eram fóruns de discussão e 2 eram referentes a serviços técnicos.
Em entrevista ao The Register, o CEO da CloudFlare, Matthew Prince, negou que a companhia trabalhe a favor do Estado Islâmico e ainda chamou o Anonymous de hipócritas, já que de acordo com o executivo, o CloudFlare também trabalha para o grupo hacker, mantendo alguns dos seus sites funcionando mesmo sob pressão das autoridades.
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Prince ainda ressalta que a companhia cumpre com todas as leis e coopera com a justiça sempre que necessário, e mesmo que se estivessem hospedando sites ligados ao ISIS, a utilidade para a empresa seria nula, já que normalmente eles utilizam cartões de crédito roubados para assinar os serviços.
Vale lembrar que essa questão de “cooperar com a justiça” é sempre um grande ponto de interrogação para o usuário em relação às informações que são cedidas. Quando o Pirate Bay voltou a funcionar um grupo associado aos Anonymous recomendou que as pessoas ficassem longe do site, justamente porque ele era mantido com a tecnologia da CloudFlare, e de acordo com os hackers os endereços IPs dos usuários são salvos, e caso o governo quisesse poderia ter acesso a essas informações.
Essa treta vai longe…

