Fusão entre Vivo e GVT é aprovada pela Anatel, mas com ressalvas

Em setembro a empresa espanhola Telefónica fechou um acordo com a francesa Vivendi para adquirir a GVT, pelo valor aproximado de R$ 22 bilhões. A Telefónica é dona da Vivo, uma das operadoras brasileiras. Assim, visto que essa fusão envolvia duas empresas de telecomunicações do mesmo país, se fazia necessário a aprovação dos órgãos regulatórios, no caso a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Pois bem, ontem a Anatel publicou que aprovou a fusão entre as duas empresas, no entanto, ela estabeleceu algumas ressalvas. Por exemplo, pelo período de 18 meses (1 ano e meio), a Vivo não pode mexer nos atuais planos e pacotes da GVT. Eles deverão permanecer os mesmos por esse período e só depois, ao findar os 18 meses, é que a Vivo estará livre para reformular as ofertas, seja criando novos planos e pacotes seja excluindo os em oferta atualmente.

A Anatel também se comprometeu em fiscalizar a qualidade da conexão à internet nas cidades de Várzea Paulista, Votorantim, Suzano, Guarujá, Cariacica, Serra e Vila Velha. Isso por que nessas cidades os clientes se dividem entre GVT e Vivo. Não há outros concorrentes. Com a fusão, os clientes dessas cidades estariam sujeitos apenas a uma única empresa e isso nunca se mostra um cenário muito vantajoso para o cliente, que não pode migrar de empresa em caso de insatisfação com o serviço. A fiscalização da Anatel, em tese, evitará irregularidades praticadas pelas empresas e garantirá a qualidade da conexão.

Outra condição para que a fusão se efetive é que a Vivo não poderá reduzir a área de cobertura da GVT. Ou seja, além de não poder alterar os atuais planos ofertados, a GVT deverá continuar com a sua cobertura atual. Desta forma, nenhum cliente sai prejudicado. Além do mais, nos próximos 3 meses a Vivo tem o dever de apresentar um plano de expansão que levará os serviços da companhia para mais 10 cidades brasileiras. Mesmo se todas essas condições forem cumpridas, a fusão só estará 100% aprovada depois que o Cade analisar a situação e também der o seu parecer favorável à Telefónica.

E então, o que você achou desta notícia? Será que os clientes só têm a ganhar com essa fusão ou a qualidade do serviço diminuirá?

Fonte: Folha de S. Paulo

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