Rumor: AMD negocia com Samsung para produzir chips de 2 nm e reduzir dependência da TSMC

A AMD estaria sondando a Samsung Foundry para fabricar parte de seus futuros processadores usando tecnologia de 2 nanômetros, segundo a imprensa asiática. A movimentação não é um acordo fechado: trata-se de uma fase de testes e avaliação técnica, com decisão final prevista apenas para o primeiro trimestre de 2026. Se a linha de produção da sul-coreana passar no crivo da AMD, aí sim entra em campo.

O plano não envolve migrar toda a fabricação. A ideia é usar a Samsung para chips específicos da futura arquitetura Zen 7 — basicamente processadores de servidores e modelos de entrada para PCs. É uma estratégia cirúrgica: AMD quer manter suas apostas distribuídas sem romper com quem já faz o grosso do trabalho hoje.

Por que a AMD está olhando para fora da TSMC?

A resposta é simples: fila. A TSMC virou gargalo. Todo mundo que importa no mercado de chips avançados, Apple, NVIDIA, Qualcomm, a própria AMD, está batendo na porta da taiwanesa pedindo espaço nas linhas de 3 nm e, em breve, 2 nm. Com a demanda explodindo e os custos subindo, a AMD resolveu explorar alternativas antes que vire refém de cronograma alheio.

A Samsung Foundry entra nesse jogo como plano B técnico. Ela tem capacidade e está investindo pesado em processos avançados, mas ainda precisa provar que consegue entregar chips complexos com a mesma confiabilidade e volume da rival taiwanesa. Para a AMD, é uma aposta calculada: se funcionar, ganha folga na cadeia de suprimentos. Se não, pelo menos testou.

Zen 7 vai demorar (e muito)

Mesmo se tudo der certo nas negociações e nos testes, não espere processadores AMD feitos pela Samsung antes de 2028. O ciclo de qualificação de uma nova foundry para produtos de alto desempenho é longo: envolve validação de silício, ajustes de design, ramp de produção e depois distribuição. Ou seja, estamos falando de um horizonte de três anos no mínimo.

Enquanto isso, a AMD continua apostando na TSMC para suas gerações mais próximas — Zen 5 e Zen 6 devem sair de lá sem surpresas. A Samsung, se entrar, será coadjuvante: vai fabricar chips que não comprometem o core business caso algo dê errado. É o tipo de movimento defensivo que grandes fabricantes fazem quando o mercado está apertado e ninguém quer depender de um único fornecedor.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 15/12/2025 12:19

William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br