Data Center agora é 50% da AMD: Empresa fatura US$ 34,6 bi em 2025 e deixa Radeons em segundo plano

AMD divulga resultados financeiros de 2025 com receita recorde impulsionada por chips de IA e processadores EPYC. Divisão de Gaming (Radeon e consoles) registra queda.

A AMD divulgou seus resultados financeiros para o ano fiscal de 2025, e os números confirmam uma mudança histórica: a empresa de Lisa Su agora é, oficialmente, uma companhia de Data Center. A receita total atingiu o recorde de US$ 34,6 bilhões, mas a composição desse dinheiro mudou drasticamente.

No último trimestre de 2025 (Q4), o setor de Data Center sozinho gerou US$ 5,4 bilhões — o que representa 52% de toda a receita da empresa no período (US$ 10,3 bilhões). É a primeira vez que a divisão de servidores e IA ultrapassa a metade do faturamento total.

Os números

O setor de Data Center (responsável pelos processadores EPYC e aceleradores Instinct) foi a estrela solitária:

  • Receita Anual: Atingiu US$ 16,6 bilhões em 2025.

  • Crescimento: Alta de 32% em relação ao ano anterior.

  • Destaque do Q4: Apenas no último trimestre, este setor faturou US$ 5,4 bilhões — mais do que as divisões de Client e Gaming somadas. A margem de lucro operacional deste setor saltou para mais de 30%, confirmando que vender chips para a nuvem (Microsoft, Meta, Google) é muito mais lucrativo do que vender placas de vídeo para consumidores.

O Colapso do Gaming

A notícia triste para os entusiastas é o desempenho da divisão de Gaming (placas Radeon RX e chips para PS5/Xbox):

  • Queda Livre: A receita do setor despencou para cerca de US$ 460 milhões no último trimestre (uma queda de 59% comparada ao mesmo período do ano anterior). A AMD citou diretamente a “baixa demanda por chips semi-custom” (leia-se: vendas fracas de consoles no fim de ciclo) e uma redução significativa no volume de vendas das Radeons dedicadas.

Se antes o Gaming pagava as contas da empresa, hoje ele representa uma fatia cada vez menor do bolo, levantando dúvidas sobre a agressividade da empresa para a próxima geração de GPUs (RDNA 5).

A divisão Client (processadores Ryzen para desktops e notebooks) mostrou estar saudável:

  • Receita Anual: US$ 10,6 bilhões.

  • Tendência: Alta de 9%, impulsionada pela boa aceitação dos processadores Ryzen 9000 e da plataforma AM5, que continua ganhando market share da Intel.

Para os acionistas, Lisa Su entregou um ano de ouro. Para os gamers, o sinal é de alerta: com o Data Center rendendo 4x mais que a divisão de jogos no último trimestre, a prioridade da AMD para 2026 está claramente definida.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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