A hegemonia quase absoluta da NVIDIA no cobiçado mercado de processamento para Inteligência Artificial acaba de sofrer o seu maior abalo até ao momento. A AMD e a Meta (controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp) anunciaram oficialmente uma parceria plurianual de proporções épicas, visando equipar os futuros data centers do império de Mark Zuckerberg.
Segundo relatórios do The Wall Street Journal, reproduzidos pela imprensa internacional de hardware, o valor financeiro do acordo global ultrapassa a marca de US$ 100 bilhões. Na prática, a Meta compromete-se a absorver as próximas gerações do silício de alta performance da equipa vermelha para treinar os seus modelos pesados de Machine Learning e LLMs.
O Arsenal: Zen 6 e Instinct MI450
A parceria não foca apenas numa arquitetura atual, mas sim num mapa de desenvolvimento (o famoso roadmap) de longo prazo. O compromisso envolve o fornecimento de equipamentos para aceleração de IA com uma potência total combinada de assustadores 6 Gigawatts (GW).
Entre o hardware confirmado que a AMD enviará para a dona do Facebook a partir da segunda metade de 2026, destacam-se:
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As novas GPUs Instinct MI450: Os aceleradores de inteligência artificial de próxima geração, projetados para rivalizar com a família Blackwell da Nvidia.
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Processadores EPYC “Venice”: A futura geração de CPUs para servidores baseada na aguardada e revolucionária arquitetura Zen 6.
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Processadores EPYC “Verano”: Um codinome recém-confirmado para gerações futuras de altíssimo desempenho, indicando que a parceria vai ditar o rumo da engenharia da AMD durante vários anos.
A vantagem deste formato de contrato, segundo o comunicado oficial das companhias, é que a Meta terá influência direta e trabalhará em conjunto com os engenheiros da AMD para alinhar e otimizar o software, as placas-mãe de servidores e a infraestrutura total da nuvem em prol dos chips vermelhos.
A cartada acionária
Para garantir o alinhamento de interesses a longo prazo, o acordo incluiu uma cláusula agressiva e rara no mundo da tecnologia. A AMD concedeu à Meta o direito (garantia) de comprar até 160 milhões de ações da empresa pelo preço simbólico de US$ 0,01 por unidade, mediante o atingimento de metas e métricas de desempenho.
Se as metas forem alcançadas, a empresa de Zuckerberg passará a deter cerca de 10% das ações totais da AMD, tornando-se uma parceira minoritária vital no conselho de administração da fabricante de processadores. Vale lembrar que a AMD fechou um acordo em moldes muito parecidos (e igualmente silencioso) com a OpenAI no passado.