Quase 20 anos depois de Bully, um novo jogo tentou recuperar a fórmula de colocar o jogador dentro de uma escola aberta à exploração, com aulas, confusões e liberdade para matar aula. A estreia, porém, está longe do que os fãs desse estilo provavelmente esperavam: Agefield High: Rock the School recebeu apenas 30% de avaliações positivas no Steam em seu primeiro dia.
Lançado em 12 de agosto para PC, o jogo da Refugium Games vinha sendo comparado a Bully pela proposta e chegou ao mercado com mais de 175 mil adições às listas de desejos do Steam registradas meses antes da estreia. O interesse inicial também apareceu no número de jogadores: o pico passou de 2.400 pessoas simultaneamente, segundo dados do SteamDB.
Desempenho e animações estão entre as principais reclamações
As primeiras avaliações apontam principalmente problemas técnicos. Jogadores relatam otimização ruim, travamentos e animações faciais de baixa qualidade. Há também críticas ao acabamento geral do título. “O sistema de combate desse jogo é uma porqueira, boneco totalmente duro, mira não funciona, horrível, horrível, horrível, melhorem esse combate ai!, escreveu um gamer.
O desempenho chama ainda mais atenção quando são observados os requisitos de hardware. A configuração mínima pede um Core i7-7700K ou Ryzen 5 2600X, 16 GB de RAM e uma GTX 1070 ou Radeon RX 580. Já a recomendada sobe para Core i7-12700K ou Ryzen 5 7600X, 32 GB de RAM e uma RTX 3080 ou Radeon RX 6950 XT. Um SSD também é obrigatório.
Nem todas as primeiras avaliações descartam o jogo. Parte dos usuários considera que existe uma boa ideia por trás dos problemas e pretende voltar caso a Refugium Games consiga corrigir os principais defeitos com atualizações. “A ideia do game é legal, precisa melhorar a movimentação do personagem em combate e na bicicleta que é duraça, parece que tomou um tadala de 20”, escreveu um gamer em sua avaliação na Steam.
Por que Agefield High está sendo comparado a Bully?
As semelhanças estão na própria estrutura. Agefield High: Rock the School coloca o jogador no papel de Sam, um estudante que chega a uma nova escola três meses antes da formatura. A história se passa em uma pequena cidade americana no início dos anos 2000.
Além de frequentar aulas, é possível explorar livremente o campus, bairros residenciais, o centro da cidade e áreas rurais. O jogador pode faltar às aulas, realizar missões secundárias e gastar dinheiro com roupas, penteados e bicicletas, enquanto precisa lidar com professores e policiais.
A campanha tem duração estimada entre oito e dez horas, com 32 missões principais, 15 atividades secundárias e dois finais. Inglês, matemática, geografia, alemão e música aparecem entre as cinco disciplinas disponíveis.
A página oficial na Steam descreve o título como uma aventura de amadurecimento sobre amizade, amor e rebeldia inspirada nas comédias adolescentes do começo dos anos 2000. O próprio material promocional deixa clara a combinação entre vida escolar, mundo aberto e comportamento rebelde que inevitavelmente aproxima o projeto do clássico da Rockstar. Por enquanto, entretanto, a comparação com Bully parece estar funcionando mais para elevar as expectativas do que para ajudar Agefield High. A ideia encontrou público antes mesmo do lançamento; agora a Refugium Games precisa corrigir os problemas técnicos que estão dominando a recepção inicial.
Agefield High: Rock the School – Requisitos mínimos
- Sistema operacional: Windows 10 / 11 (64 bits)
- Processador: Intel Core i7-7700K / AMD Ryzen 5 2600X
- RAM: 16 GB
- Placa gráfica: Nvidia GTX 1070 (8 GB de VRAM) / AMD Radeon RX 580 (8 GB de VRAM)
- DirectX: versão 12
- Espaço em disco: 15 GB de espaço disponível (SSD necessário)
Agefield High: Rock the School – Requisitos recomendados
- Sistema operacional: Windows 10 / 11 (64 bits)
- Processador: Intel Core i7-12700K / AMD Ryzen 5 7600X
- RAM: 32 GB
- Placa gráfica: Nvidia RTX 3080 / AMD Radeon RX 6950 XT
- DirectX: versão 12
- Espaço em disco: 15 GB de espaço disponível (SSD necessário)
Esta postagem foi modificada pela última vez em 13/08/2026 20:34