Como visto acima, há no Youtube um vídeo do CEO do YouTube dando a resposta polêmica. A resposta de Schmidt veio após uma pergunta de um entrevistador da CNBC, que interrogou: “As pessoas estão tratando o Google como seu amigo mais confiável. Deveriam?” A resposta foi:
“Acho que é importante fazer uma avaliação… Se você faz algo e não quer que mais ninguém saiba, talvez nem devesse estar fazendo essa coisa. Mas se você precisa mesmo desse tipo de privacidade, a verdade é que os mecanismos de buscas, incluindo o Google, guardam essas informações por algum tempo. E isso é importante – por exemplo, nos Estados Unidos estamos todos sujeitos ao Patriot Act, e pode ser que essas informações sejam disponibilizadas às autoridades.”
Claro, pode ser que a falta do contexto dê vários sentidos à fala de Schmidt. Mas Dotzler, em seu blog, afirmou: “Não há nenhuma ambiguidade”, nem algo “fora do contexto”. E inclusive fornece um link que permite a troca do motor de buscas padrão do Firefox pelo Bing. Dotzler já vem atacando o Google há um tempo, incluindo críticas sobre a falta de estatísticas divulgadas sobre o uso do Chrome.
Mas vale lembrar que o Google e a Mozilla ainda são parceiros, onde o motor do primeiro é o padrão no navegador do segundo, e o segundo recebe muito dinheiro por isso, digamos que a maior parte de sua receita. O contrato entre as duas termina em 2011.
Atualização (16/12): O Google respondeu as críticas, em um comunicado oficial: “O contexto em que Eric respondeu a essa pergunta está claro. Ele estava falando do Patriot Act norte-americano. Em um outro momento, o documentário [da CNBC] deixou claro o empenho do Google em informar e dar autoridade aos usuários sobre questões relacionadas à privacidade, incluindo a criação de um painel no qual eles podem analisar e controlar os dados em suas contas do Google.”
Entrevista:
https://www.computerworld.com/s/article…
Blog de Dotzler:
https://weblogs.mozillazine.org/asa/arch…
Fonte: