Circula na Internet a informação de que a Amazon está abrindo aos poucos o Kindle, seu leitor de ebooks. Na verdade não é bem assim.
Ela anda liberando o código fonte de alguns componentes apenas para cumprir a licença dos projetos originais, quase sempre a GPL. Ao modificar um software livre GPL (ou similar) é necessário devolver as modificações publicamente, sem se “apoderar” do código fonte original ou modificado.
O Kindle usa componentes open source como GStreamer e BusyBox, e as modificações feitas pela Amazon devem ser liberadas publicamente, pois a licença desses componentes assim determina.
Algumas licenças mais liberais, no entanto, não obrigam que os produtos derivados sejam abertos também, caso da licença BSD.
Ao mesmo tempo ela é livre para proteger o código fonte daquilo que ela criou, mesmo que use uma combinação de software livre junto, visto que o sistema é baseado em Linux.
Ela não está tornando sistema do Kindle open source. Mas tem ganhado destaque na mídia como se estivesse proporcionando isso. Só que os códigos liberados são insignificantes para se reconstruir um “Kindle”. As modificações podem ser úteis, quem sabe, para fazerem parte do upstream dos projetos (os “originais”), mas isoladas.
Veja mais sobre isso no Ars Technica.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 19/06/2009 22:58