São Paulo ganhou uma nova operadora de telefonia móvel celular, sob a marca “Aeiou” – com nome formal Unicel.
A empresa começa as atividades em fase de testes hoje, operando comercialmente a partir de 8 de setembro. O foco da Aeiou são os celulares pré-pagos, a empresa não pretende comercializar ou subsidiar aparelhos.
Basicamente o cliente adquire a linha (e o chip), coloca num aparelho compatível desbloqueado e sai falando. Durante a fase de testes, serão distribuídos 10 mil chips gratuitos com R$ 35,00 de crédito. Interessados podem se cadastrar no site www.meuaeiou.com.br e aguardar o contato. É possível, dentro de certas limitações, escolher o número desejado. Geralmente começam com 791X, e o sufixo fica por conta do cliente, caso esteja livre.
Segundo a empresa, a recarga mínima será de R$ 15, sem data de vencimento – batendo de frente com o que ocorre com a maioria das operadoras. Se bem que, com a legislação atual, os créditos não utilizados não são mais perdidos, sendo reativados numa próxima recarga. Com a Aeiou, o cliente poderá receber chamadas normalmente, mesmo sem créditos (no futuro, deverá haver algum contrato estipulando um tempo mínimo para recarga, afinal nada deve ser “eterno” ou “de graça”).
O relacionamento dos clientes com a Aeiou será basicamente via web, inclusive nas lojas da operadora.
Um outro diferencial, é que a empresa garante que o cliente poderá resgatar os créditos não utilizados em dinheiro, atualmente, na loja da operadora no bairro da Vila Madalena, na Capital de São Paulo. O cliente também poderá, em vez de resgatar o dinheiro, transferir os créditos para um outro celular da Aeiou, ou ainda, ter o dinheiro transferido para sua conta corrente (em alguns bancos apenas, e terá o custo de 4 reais para a transferência).
As tarifas divulgadas no momento ficam em 14 centavos de reais para ligações intrarede, 28 centavos para fixos, e 63 centavos para celulares de outras operadoras. Valores bem abaixo da média, que muitas vezes passam de R$ 1,50 por minuto.
A Aeiou atuará inicialmente nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Osasco e na região conhecida como ABCD (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema). Em um ano, ela espera atingir toda a área com DDD 11. A próxima operadora a entrar em operação em São Paulo deverá ser a Oi, porém com uma visão de mercado bem maior.
Os paulistanos saem ganhando, afinal, ter concorrência acirrada é sempre bom, em busca de melhores condições de serviço e preços.