NanoNet: circuitos nanométricos realmente flexíveis

Pesquisadores da Universidade Purdue (EUA) estão trabalhando na NanoNet, uma rede flexível de escala nanométrica, com base em transistores de nanotubos de carbono. A tecnologia permite imprimir circuitos eletrônicos em substâncias como plásticos, para as mais diversas aplicações. Com isso, pode-se criar circuitos em ambientes flexíveis, como “peles eletrônicas”, que poderão revestir estruturas metálicas para monitorar a formação de fissuras na fuselagem, por exemplo – desde pequenos corpos até aviões.

A produção dessa rede em escala industrial enfrentava obstáculos, pois os circuitos acabavam sendo contaminados por nanotubos metálicos que se formam durante a produção – e causariam curto-circuitos, impossibilitando o uso prático.

No entanto, os pesquisadores encontraram uma solução. Fatiando os circutos, os nanotubos metálicos são quebrados, evitando os curto-circuitos. Conseguiram fazer uma NanoNet com 100 transistores, a maior já feita até hoje realmente funcional, sem causar os curto-circuitos.

As aplicações para a tecnologia são várias, geralmente específicas. A flexibilidade é um grande ponto a favor, pois elas podem cobrir praticamente qualquer tipo de dispositivos, formando verdadeiras telas flexíveis. Seria possível construir telas indicadoras colocadas em ambientes com superfície irregular, além de sensores diversos. Porém, esses circuitos não seriam adequados em ambientes de alta densidade, como no interior dos microprocessadores de computadores.

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Esta postagem foi modificada pela última vez em 02/06/2009 22:26

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